A construção da Arena veio acompanhada de promessas. Entre elas, a de que o número de sócios seria multiplicado. A falta de sintonia com a administradora do estádio, no entanto, freou a empolgação. Desde a mudança de casa, a quantidade de associados em dia vem caindo. A receita, consequentemente, também. Os R$ 57,6 milhões de 2013 devem cair para os R$ 48 milhões projetados para 2014. Para frear a debandada, a direção lançou uma campanha nos últimos dias, reabrindo as modalidades com ingresso garantido.
Foram mais de 1,1 mil sócios recuperados em duas semanas, além de 600 novos. Com isso, o Grêmio tem atualmente 41 mil em dia — é considerado inadimplente quem atrasa mais de três meses. Ainda possui outros 4 mil entre remidos e outras modalidades que não pagam mensalidade. A receita mensal atualmente é de R$ 4 milhões. O objetivo, audacioso, é alcançar 80 mil até dezembro, com arrecadação superior a R$ 72 milhões. “O presidente Romildo nos disse que toda a arrecadação nova do quadro social será investido no futebol”, exalta o diretor do setor, Maichel Mattiello. O torcedor tem novamente a oportunidade de adquirir um plano com lugar garantido na Arena, que havia sido extinto. A exceção é para a arquibancada — os do quarto anel, mais baratos à disposição, também devem se esgotar logo.
Mais que o número total de sócios, o mais importante é ampliar a receita. O Palmeiras, por exemplo, ultrapassou recentemente a barreira dos 100 mil, mas a arrecadação projetada é de apenas R$ 25 milhões.
Grêmio vai em busca de mais sócios e receitas
Projeções indicam que o clube deve ter queda na arrecadação