Os números destoam. De um lado parece uma equipe que briga pelo título. Do outro, uma que luta para fugir do rebaixamento. A defesa tem sido a grande responsável pelos 19 pontos alcançados e a sétima colocação na classificação. No entanto, fosse melhor o seu saldo de gols, o Grêmio poderia estar até no G-4, já que possuiu a mesma pontuação de Fluminense, Atlético-PR, Inter e São Paulo, mas perde nos critérios de desempate.
A responsabilidade na escassez de gols, porém, é dividida também pelos defensores. “A culpa não é somente do Barcos, é de todo mundo. Temos culpa também por não conseguirmos ajudar nas bolas paradas lá na frente”, destaca Rhodolfo, que comenta os números do sistema defensivo. “É a recompensa do trabalho coletivo. O Luan, o Alán Ruiz, o Dudu quando entra, ajudam muito na marcação”, completa o zagueiro.
Se o ataque não tinha marcado nos últimos quatro confrontos antes de Giuliano abrir 1 a 0 contra o Figueirense, a defesa alcançou em Florianópolis a sua quarta partida seguida sem sofrer gols — nunca chegou a levar dois no mesmo jogo. Na frente, por outro lado, a situação é bem diferente. A equipe até anotou dois gols contra Atlético-MG, Chapecoense e Botafogo, quando venceu em todas por 2 a 1, mas também passou mais da metade das 11 primeiras rodadas sem balançar as redes.
Enderson Moreira terá uma semana para encontrar uma solução para os problemas ofensivos. Momentaneamente, a saída de Barcos é descartada. O centroavante reencontrará o torcedor na Arena depois de ser muito vaiado diante do Goiás. Só os gols poderão salvar o Pirata de ser cobrado novamente.