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Grêmio descumpre discurso de campanha sobre patrocínio máster

Diretoria tricolor admite imprecisão na leitura do mercado em 2026

Banco é parceiro do Grêmio há 25 anos
Banco é parceiro do Grêmio há 25 anos Foto : LUCAS UEBEL / GRÊMIO FBPA / CP

Quando fechou o patrocínio máster com o Banrisul para a reta final do Brasileirão, a nova gestão do Grêmio voltou atrás em uma das suas principais diretrizes desde que assumiu o clube. Em falas recorrentes, seja do presidente Odorico Roman, seja do CEO Alex Leitão, a promessa dos dirigentes era de que o Tricolor não teria mais o mesmo parceiro do rival, o Inter, mas isso perdeu sustentação desde a última quarta-feira, com o anúncio oficial em evento no Banrisul.

“Realmente, durante a campanha, dizíamos que buscaríamos um patrocinador diferente para cada clube buscar trabalhar dentro do seu mercado e de sua perspectiva de marketing. Só que o mercado de máster ficou um pouco conturbado neste ano. Tínhamos um patrocinador, mas perdemos na virada do ano, quando as marcas já estão definidas. Nós fechamos um novo acordo e todos viram o que aconteceu no mercado de Bets. Surgiu essa oportunidade em um movimento muito de apoio do Banrisul. Foi um chamamento aos dois clubes e não teria como recusar esse gesto”, justificou o mandatário gremista em entrevista no evento.

O acerto do Grêmio com o Banrisul é para as últimas seis partidas do Campeonato Brasileiro: Athletico (ontem), Flamengo, Bahia, Santos, Corinthians e Mirassol. Nos jogos das semifinais da Copa do Brasil, contra o Atlético-MG, e uma eventual final, o clube não estampará o banco na região mais nobre da camisa. Embora os valores sejam mantidos em sigilo, o Tricolor deverá arrecadar R$ 3,6 milhões nesse contrato. Ou seja, R$ 600 mil por cada jogo.

O acordo pontual com o Banrisul acontece logo após o Tricolor ficar impossibilitado de estampar uma casa de apostas na camisa. Dois dias antes da assinatura da MP do fim das bets, por parte do presidente Lula, o clube havia anunciado uma empresa do ramo de apostas esportivas como patrocinadora máster. Pelo contrato, o Grêmio receberia cerca de R$ 40 milhões por ano, cerva de, R$ 3,3 milhões por mês.

“Uma medida provisória que tornou as bets hoje no Brasil impedidas de operarem. O nosso contrato com a Pitaco está suspenso e aguardamos a decisão que vai acontecer, se a medida provisória vai ser rejeitada, aprovada ou modificada. Para só então o Grêmio decidir, junto com a Pitaco, o que vai acontecer no ano que vem”, explicou Odorico Roman.

Como as bets devem seguir proibidas no Brasil, o Tricolor deverá partir para o “plano B”. A continuidade com o Banrisul não está descartada, mas, dessa forma, o clube seguiria indo de encontro ao discurso de não compartilhar o mesmo patrocinador máster com o arquirrival da cidade.

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