O Grêmio lançou, nesta terça-feira, a nova camisa para a temporada 2026. Na quinta-feira, o primeiro uniforme da era New Balance vai estrear contra o Vitória, na Arena. Nele, porém, ainda não deve ter o patrocínio master. Segundo a direção gremista, as negociações estão em andamento e podem ter um desfecho positivo até o final do mês de março.
O Tricolor trabalha com, pelo menos, cinco empresas interessadas em estampar a marca no espaço nobre da camisa. Com receio do que aconteceu com a Alfa em 2025, o presidente Odorico Roman tem como prioridade um patrocinador fora do setor de apostas. Pensando nessa linha, uma grande empresa mundial, cujo nome é mantido em sigilo, desponta com uma expectativa positiva.
Nos bastidores, esse negócio é tratado com cautela, principalmente porque o avanço precisa ter aprovação da sede mundial da empresa. Já que a marca não é brasileira, o processo é mais demorado do que se espera. Com a ideia de acelerar essas conversas, o Tricolor pretende ter uma definição nos próximos dias para, caso não dê certo, avaliar outras possibilidades.
O dinheiro do patrocínio master é visto com extrema importância para que o clube possa manter as contas em dia, seja em relação à folha salarial ou a outras despesas, além de quitar as parcelas que vão vencer das contratações feitas na primeira janela do ano. Para viabilizar as vindas de Juan Nardoni e Leonel Pérez, por exemplo, o Grêmio precisou recorrer a empréstimos.
No contrato com o patrocínio master anterior, a Alfa, existia o acerto do Tricolor receber cerca de R$ 50 milhões por ano. Ou seja, R$ 4,16 milhões por mês. Ciente de que, dificilmente, vai fechar um acordo com esses valores, a direção gremista tem fechado com outros patrocinadores para estampar a marca em diferentes partes da camisa. O exemplo mais recente foi a Havan, que voltou a patrocinar o clube após dez anos. Nos próximos dias, o clube pode anunciar outras parcerias.