Antes de encaminhar acordo com Gustavo Quinteros, o Grêmio esteve muito próximo de anunciar Pedro Caixinha. Porém, a negociação com técnico português não andou conforme o Tricolor desejava e foi encerrada na manhã da última segunda-feira. Horas depois, durante a tarde, ele foi anunciado pelo Santos.
Em entrevista exclusiva para o Correio do Povo na manhã desta sexta-feira, o presidente Alberto Guerra trouxe bastidores desse negócio frustrado. Na sua visão, Caixinha pode ter recebido uma oferta melhor do Peixe e, por isso, fez essa escolha. O mandatário gremista frisou não querer um profissional apenas pela “questão de dinheiro”.
"O Pedro Caixinha foi um dos nomes que avançamos. Para saber o que aconteceu teria que perguntar para ele. O que eu posso dizer pela parte do Grêmio é que nós cedemos praticamente tudo aquilo que foi pedido, aguardamos dois dias pela assinatura do contrato, quando houve o rompimento e duas horas depois assinou com o Santos. Sinal que já devia estar negociando e recebeu uma proposta muito maior, que não tem problema. Fizemos tudo que devia fazer. O Grêmio não entra em leilão. Se for uma questão de dinheiro, não é aqui o lugar do treinador. Então, continuamos com outras conversas, que já tínhamos”, disse Guerra.
A partir do desacerto com Caixinha, o Tricolor focou nas conversas com Gustavo Quinteros, que aceitou a proposta do clube gaúcho. Após deixar o Vélez Sarsfield, da Argentina, o treinador argentino, naturalizado boliviano, está em vias de ser anunciado pelo Grêmio, que espera fazer isso antes da virada do ano.