A maior decisão entre os dois times aconteceu nas quartas de final da Libertadores, em 1995. O ex-volante Emerson e o ex-lateral Roger estavam nos dois jogos como titular, agora trabalham juntos nos bastidores do Olímpico. Roger chegou a respirar fundo ao relembrar, como se revivesse a expectativa daquelas semanas: "Conseguimos um resultado elástico dentro de casa (5 a 0 no Olímpico), esperando que tivéssemos dado um passo importante para conquistar a vaga e acabamos nos surpreendendo com o Palmeiras", destacou.
"Não fosse o começo de jogo, com o gol do Jardel, a gente poderia ter ficado fora da Libertadores", salientou o auxiliar, quanto à importância do gol qualificado. Aquele 5 a 1 segurou as esperanças do Grêmio até o último minuto e, no apito do juiz, garantiu a passagem à semifinal.
Roger reconheceu que, por toda a carga emocional, foi um jogo com muitas falhas. "Mas, com todas as circunstâncias, foi ali que a gente identificou que dificilmente a Libertadores escaparia", enfatizou o campeão da América em 1995. "Muitos jogadores, por serem muito jovens, talvez não tenham visto, mas se perguntam e conhecem aquele jogo."
O auxiliar frisou que não é possível traçar um paralelo com a consolidação do time atual do Grêmio e as equipes que em 1995 disputaram a Libertadores. "Aquele jogo era por uma fase importante, os dois times chegaram ali no seu melhor momento de compactação, equilíbrio e parte emocional", ponderou. "Foram dois confrontos atípicos e um resultado que nunca tinha ocorrido, algo tão elástico", relatou.
Apesar disso, Roger acredita, agora, que o grupo de Vanderlei Luxemburgo apresenta os elementos para buscar o título da Copa do Brasil. "A medida que tu chegas em uma fase decisiva, a equipe tem que estar pronta, ou então não teria passado pelas fases anteriores", argumentou. "O Grêmio vem crescendo a cada jogo e adquirindo um conjunto, tranquilidade e serenidade para se colocar em campo. Isso ficou evidente nos dois jogos contra o Bahia", garantiu.
Quanto ao Palmeiras, Roger vê as mesmas qualidades e o comando de Felipão como um desafio a mais para o Grêmio superar. "Ele está no comando do Palmeiras há mais de uma temporada e, com a sua capacidade e currículo, está mais que credenciado para disputar o título da competição", resumiu.