Além do "erro infantil" que culminou no segundo gol do Santos, a derrota do Grêmio na Vila Belmiro respingou em Renato Portaluppi. As trocas promovidas pelo treinador no segundo tempo não surtiram o efeito esperado e, a partir das alterações, o time caiu de rendimento, sofreu a virada e terminou a rodada fora do G-4 do Campeonato Brasileiro.
Após um primeiro tempo de pouca inspiração, o Grêmio abriu o placar com menos de um minuto da etapa final, em chute forte de Cristaldo. Depois, manteve a superioridade e quase aumentou a vantagem com Ferreira. Porém, quando Renato precisou fazer mudanças, a equipe não respondeu. Voltando de lesão, Everton Galdino foi a primeira opção para o ataque e entrou em campo no lugar de Cristaldo, aos 16 minutos. Na entrevista coletiva após o jogo, o comandante tricolor justificou a escolha pelo camisa 13: “Eu preciso colocar os atletas para recuperarem o ritmo de jogo aos poucos. Não posso colocar todos eles juntos, seria ainda pior”.
Lucas Besozzi e Juan Manuel Iturbe, contratações recentes do clube, não saíram do banco de reservas. Na mesma parada, João Pedro substituiu Fábio na lateral-direita. Com o gol de empate sofrido, Renato Portaluppi voltou a recorrer ao banco de reservas para tentar dar novo gás ao time. Entretanto, mais uma vez, as trocas não deram resposta, em especial uma delas. Precisando vencer para seguir no G-4 e diminuir a diferença para o líder Botafogo, o técnico gremista optou pela entrada de um zagueiro improvisado como volante: Gustavo Martins, no lugar de Carballo, sugerindo estar satisfeito com o empate na Vila Belmiro.
O gol da virada de Julio Furch foi a ‘cereja do bolo’ de uma tarde para Renato esquecer. O lance crucial da partida expôs a falta de concentração de alguns jogadores. Desde a cobrança de escanteio quase rasteira de Reinaldo, até Ferreira abandonar a jogada ao imaginar que a bola sairia. “Faltou atenção, faltou foco. Os jogadores do Santos acreditaram, nós ficamos assistindo e tomamos o gol”, concluiu o técnico.