Um ano e 16 dias invicto. O Sport não sabe o que é perder na Ilha do Retiro desde o final de outubro de 2014. Na temporada, até agora, não foi batido na La Bombonilha, como é carinhosamente chamada pelo torcedor. A única derrota como mandante aconteceu na Arena Pernambuco para o Flamengo. A campanha em Recife é que lhe mantém na briga por uma vaga no G-4. Um perigo para o Grêmio, que quer encaminhar a vaga para a Libertadores no domingo.
Não é à toa que a equipe de Recife é a terceira melhor mandante no Brasileirão, atrás apenas de Corinthians e Santos, com aproveitamento de 77%. Ele sobe para 86,6% quando joga no seu estádio. O alçapão da Ilha do Retiro foi responsável por dar metade dos pontos do time com as oito vitórias e dois empates conquistados em dez jogos.
A invencibilidade já dura 27 partidas, com 20 vitórias e sete empates, 54 gols marcados e apenas 15 sofridos. O último algoz foi o Goiás, em 22 de outubro de 2014, com um gol de Esquerdinha, aos 45 do segundo tempo. Desde então, disputou o Campeonato Pernambucano, a Copa do Nordeste, a Copa do Brasil, a Sul-Americana e quase dois turnos do Brasileirão. Sucumbiram por lá Atlético-MG, goleado por 4 a 1, Inter, que levou 3 a 0, e Santos, entre outros.
As principais armas da Ilha do Retiro são a proximidade das arquibancadas com campo e o gramado ruim. A pressão é grande para o adversário. Por isso, o apelido referendo-se à Bombonera, casa do Boca Juniors. “A torcida empurra o tempo todo. Ali dentro, às vezes fica difícil até para se comunicar. Não sei como está o gramado agora, mas antigamente tinha um pouco de cada tipo de grama em cada canto. Como eles treinam lá, estão mais acostumados”, destaca Marcelo Oliveira. O Caldeirão da Ilha não tem o mesmo luxo das modernas arenas construídas no Brasil, mas tem sido um aliado e tanto para os donos da casa. Desde 1937.
Invencibilidade do Sport desafia Grêmio no Recife
Time pernambucano não perde na Ilha do Retiro há um ano