"Teve várias situações em que a gente pretendia fazer melhor do que acabou acontecendo", admitiu Julinho. "O Figueirense tem uma canaleta central muito forte e a gente tinha a intenção de congestionar esse trabalho com o fechamento do Escudero. Mas isso não estava funcionando e quando nossa equipe pegava a bola acabava trabalhando muito em tapa de primeira ao invés de jogar em dois toques, que te dá um tempo de respirar", explicou o treinador.
Apesar de não depositar a falha apenas no meia argentino, Julinho afirmou que o problema foi corrigido com as entradas de Lúcio (no lugar de Escudero) e Miralles (no lugar de Leandro). "A partir dos 15, 20 minutos do segundo tempo isso começou a mudar, principalmente a partir da entrada do Lúcio no ritmo da partida", definiu Julinho.
"Nosso meio-campo começou a retomar as ações de jogo e dentro daqueles últimos minutos a equipe melhorou bastante. Foi o momento do jogo para a gente", comentou o técnico. "Ali se equilibrou a partida e confesso que foram momentos em que achei que teria a possibilidade de vencer", avaliou Julinho.
Com a penalidade máxima, no último minuto, mudou a perspectiva do treinador. "A gente comemora, pois quando tem um pênalti contra e você tem a defesa é aquele alívio", relatou Julinho. "Se entra aos 45 minutos, tu não resgatas o jogo. Estou satisfeito com o que a turma fez, mas o jogo em si só teve realmente o que eu queria a partir dos 15, 20 minutos."
A mudança do time com a entrada de Lúcio colocou dúvida na escalação da ala esquerda, novamente, conforme análise de Julinho. "Lúcio tem a qualidade do toque de primeira, a velocidade e a propriedade de jogar nas duas funções", analisou o treinador. "É importante ressaltar que o trabalho do Escudero e do Bruno Collaço têm sido muito bons. Me dá aquela dúvida, mas vai passar algum tempo para a gente ver se fica com Collaço e Lúcio ou Lúcio e Escudero. Vejo três canhotos trabalhando numa boa forma."