O vice de futebol, Antônio Vicente Martins, completou: “Pela primeira vez posso dizer que ele era o número um da lista. Com freqüência temos outros ‘números uns’ que não dão certo, mas dessa vez era um só”.
Odone elogiou o novo treinador e destacou que Julinho conhece “mais da metade” do atual plantel, uma vez que atuou no Tricolor como técnico das categorias de base. Odone destacou o histórico de Julinho, o apreço que ele tem no futebol e as habilidades técnicas do profissional. “O Julinho vai dar uma organização ao grupo, uma melhor disposição tática”, destacou.
O presidente admitiu que a torcida pode ficar chateada com a mudança de um ídolo do Tricolor, Renato Portaluppi, pelo novo técnico, mas acredita que isso seja temporário. “Mesmo quem está emocionalmente envolvido com a história vai vibrar quando vir o Julinho atuar.” O contrato é de seis meses. A apresentação ocorre na tarde, de hoje, no estádio Olímpico. O novo técnico deve comandar o treino deste domingo.
Histórico
Julinho começou a carreira nas categorias de base do Inter, no início dos anos 2000. Depois, trocou o Beira-Rio pelo Olímpico pela primeira vez. Ganhou uma série de títulos nas divisões inferiores tricolores, ocasião em que desenvolveu o grande cartaz que o fez ser lembrado pela diretoria em 2011. Em 2008, chegou a comandar o time profissional em uma partida do Gauchão contra a Ulbra, entre a saída de Vagner Mancini e a chegada de Celso Roth. O Grêmio venceu por 1 a 0.
No ano seguinte, Julinho saiu da base do Grêmio para trabalhar como auxiliar técnico de Paulo César Carpegiani no time principal do Vitória. Encerrou a temporada como treinador titular do Caxias, onde fez boa campanha em 2010. Depois do clube da Serra, transferiu-se para o Novo Hamburgo, onde comandou a equipe anilada durante boa parte do Gauchão 2011. Antes do fim do campeonato, porém, voltou para o Inter, para ser auxiliar técnico do recém chegado Paulo Roberto Falcão.
Com informações do repórter Rodrigo Oliveira, da Rádio Guaíba
