“Tudo foi provocado por meia dúzia de arruaceiros, que não têm nada a ver com o Grêmio. São torcedores profissionais que tentaram barrar minha passagem. Era uma minoria e a questão foi logo resolvida. Tenho certeza que aqueles não representam a torcida do Grêmio nem o atual presidente do clube (Paulo Odone)”, contou Koff, que, por medida de segurança, preferiu assistir à partida em sua casa.
O ex-presidente disse que pretende registrar ocorrência no Juizado Especial Criminal (Jecrim) e que os torcedores que entraram em conflito com seu grupo estavam com adesivo da chapa 4. “É um absurdo que me fez sair do estádio. Disseram que fiquei ausente do Grêmio. Fora do clube, sempre ajudei muito o Grêmio. É um argumento falacioso, agressivo e não é por aí que vamos retomar o caminho dos títulos”, acrescentou.
O presidente Paulo Odone preferiu não comentar o episódio ocorrido antes do jogo. "Sempre teve organização aqui e ninguém avisou que teria a presença de candidatos. Claro que vai estar tudo organizado para o dia da eleições", prometeu.
A eleição no Tricolor vai ocorrer no próximo domingo, dia 21 de outubro. Além de Koff, concorrem Odone e Homero Bellini Júnior. Podem votar os sócios maiores de 16 anos pertencentes ao quadro social há mais de dois anos ininterruptamente e em situação regular financeiramente com o clube.
O site oficial da campanha de Koff à presidência publicou nota oficial, ainda na noite deste domingo. Contundente, a chapa do presidente dispara contra os adversários: "O associado gremista saberá separar e reconhecer quem apresenta o melhor projeto de futuro vitorioso para o Grêmio e quem, desesperado, afronta criminosamente a sua e a nossa liberdade democrática".
Leia a nota na íntegra:
A Chapa 1 – Avançar Juntos – vem a público externar aos gremistas e à sociedade do Rio Grande do Sul sua máxima indignação e consternação pelos acontecimentos verificados no Estádio Olímpico na tarde deste domingo. O ambiente democrático não tolera, sob qualquer forma, a violência. A tentativa covarde e imotivada de agressão ao ex-presidente mais vitorioso até hoje no Grêmio, Fábio André Koff, não é apenas um atentado à democracia do clube como se constitui em crime e afronta à história de todos gremistas.
Fazemos um chamado a toda coletividade tricolor que levante suas vozes para protestar com sua repulsa contra as tentativas repugnáveis de sequestro da democracia conquistada pelo associado. Não será esta minoria raivosa, profissional na violência, claramente identificada e pertencente a grupo conhecido, que pelo desforço físico freará a força maior das ideias e do exercício dos direitos do livre pensamento. À violência, responderemos com projetos. À agressão, contestaremos com ideias. À covardia, replicaremos com a coragem de quem já levou o Grêmio aos seus maiores títulos. O associado gremista saberá separar e reconhecer quem apresenta o melhor projeto de futuro vitorioso para o Grêmio e quem, desesperado, afronta criminosamente a sua e a nossa liberdade democrática.