Mesmo com a derrota de 1 a 0 para o Barcelona de Guayaquil na noite de quarta-feira na Arena, o Grêmio garantiu passagem para sua quinta final de Libertadores – por ter vendido o jogo da ida por 3 a 0. Na decisão, o Tricolor vai encarar o Lanús. O Correio do Povo traz uma análise do time argentino, comandado por Jorge Almirón.
Para chegar a sua primeira decisão de Libertadores, o Lanús apostou em um jogo de bastante controle e ofensivo. O técnico Jorge Almirón se diz um defensor do futebol bem jogado e garante não abrir mão do seu estilo na busca pelo resultado. E foi isso que o Lanús demonstrou até aqui.
Uma prova dessa ideia do Lanús foi o primeiro gol na histórica virada sobre o River Plate na terça-feira. Mesmo atrás por 3 a 0 no placar global do confronto e já nos acréscimos do primeiro tempo, o time teve paciência para trocar 16 passes, levando a bola de um lado para o outro do campo até Lautaro Acosta encontrar José Sand livre para bater cruzado e marcar o gol que reanimou a torcida no estádio La Fortaleza.
Nas estatísticas da Libertadores, o Lanús aparece como o time que mais troca passes, com média de 459,3 passes por jogo, de acordo com o Footstats. A equipe argentina também é a com maior média de posse de bola no torneio, de 59,9%. Em 12 partidas na competição, o Lanús teve maior posse que seus adversários em 10 delas.
Esquema definido e base consolidada
Assim como o Grêmio, o Lanús é um time com um esquema de jogo bem definido. O técnico Jorge Almirón raras vezes abre mão do 4-3-3. O meio campo formado por três jogadores de bom passe - Iván Marcone, Román Martínez e Nico Pasquini – é a chave para a manutenção da posse de bola.
Pelos lados do campo, o Lanús conta com a velocidade de Alejandro Silva e Lautaro Acosta. Sempre dando amplitude ao time, eles são os responsáveis por acelerar o jogo da equipe. Os laterais Alejandro Gómez e Maxi Velázquez apoiam bastante e auxiliam os bastante os dois atacantes a municiar o experiente centroavante José Sand. Muitas vezes os dois laterais aparecem fazendo a diagonal para a equipe ganhar superioridade no setor ofensivo.
Se tem o controle do jogo e o ataque como pontos fortes, o Lanús tem na defesa um seu ponto mais fraco. O goleiro Andrada, que falhou no segundo gol do River Plate na última terça-feira, não passa muita segurança. A dupla de zaga formada por Rolando Garcia e Diego Braghieri é de bastante força, mas deixa a desejar na questão técnica. Os dois defensores também não são velozes.
Base mantida
O Lanús chegou à Libertadores deste ano por ter sido o campeão argentino de 2016. Do elenco que ganhou o campeonato disputado no primeiro semestre do ano passado, 16 jogadores seguem no clube.
Os principais ídolos da torcida e destaques do Lanús na Libertadores são os atacantes Lautaro Acosta e José Sand. Ambos estavam no primeiro título argentino do clube, em 2007, e retornaram para conquistar novamente o campeonato nacional no ano passado. Sand é o artilheiro da Libertadores, com 8 gols, ao lado de Ignacio Scocco (River Plate) e Chumacero (The Strongest).
Time base do Lanús: Andrada; José Gómez, Guerreño, Braghieri e Maxi Velázquez; Román Martínez, Iván Marcone e Nicolás Pasquini; Alejandro Silva, Sand e Acosta.
Lanús gosta de ter a posse e atua com bola no chão
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