Calejado com outros mandatos onde também chegou a passar por situações parecidas, o presidente encara com naturalidade. “Não assusta, não”, diz, de forma categórica. Será preciso medir os investimentos, nada de
contratações de peso. “Tem de ser considerado dentro dos padrões orçamentários. Mas, posso dar um alento à torcida do Grêmio que nós temos criatividade suficiente para compatibilizar uma redução de despesas com a melhor qualificação da equipe”, completa o mandatário.
Mesmo com uma verba reduzida, a intenção está longe de apenas fazer figuração no torneio. O objetivo é brigar pela taça com os principais favoritos do continente. “Vamos gastar o necessário para montar uma boa equipe com condições de disputar e ganhar uma Libertadores. Se vai ganhar é outra coisa, mas nos temos o dever de formar um time para ganhar”, destaca.
As contratações devem adotar o padrão das vindas de Alex Telles, Bressan, Ramiro, Maxi Rodríguez e Wendell. Nenhum nome de lotar aeroporto deverá desembarcar. “O Grêmio investiu demais esse ano porque não tinha direitos econômicos de ninguém. O atleta que o Grêmio tinha negociável era o Fernando. Adquirimos atletas para a base. Compramos o Souza, o Pará, o Barcos, um dos jogadores mais valorizados. Nós não podemos fazer investimentos nesta ordem, mas temos munição suficiente para fazer algumas operações com os jogadores que nós compramos e que estão nas categorias de base”, destaca Fábio Koff.
A proposta é calcada até na atual temporada, quando estes nomes foram os principais destaques do elenco, com desempenho bem superior aos medalhões. A folha salarial, no entanto, segundo o presidente poderá manter-se no mesmo nível atual. “Ela já diminuiu. Hoje, está em menos de R$ 6 milhões. Vamos ver se projetamos para manter neste patamar”, ressalta. Durante a Libertadores, no primeiro semestre do ano, com nomes que depois foram liberados como André Santos e Welliton, chegou a alcançar R$ 7,5 milhões.
As saídas de Dida, Vargas e Fábio Aurélio abrem espaço na folha para novos investimentos. São cerca de R$ 1 milhão por mês somente nestes três nomes. A possível ida de Elano para o Palmeiras também aliviaria ainda mais o gasto mensal, porém é justamente o alto salário do meia que emperra a negociação. A criatividade, baseada na história das chegadas de Paulo Nunes e Jardel ao Olímpico, será a arma para montar um bom time.