O técnico Roger deve ter terminado esse domingo quebrando a cabeça. Tudo para encontrar uma solução onde encaixar Lincoln no time. Ou deixar o guri de 17 anos, apesar de ter decidido novamente, um pouco mais no banco de reservas. O golaço marcado foi uma pintura, digno dos grandes craques do futebol mundial. A vitória por 2 a 1 sobre o Ypiranga não apenas colocou o Grêmio na liderança do Gauchão, como também assegurou uma vaga antecipada às quartas de final.
O gol de Lincoln, o segundo do Tricolor ontem, aconteceu aos 34 minutos do primeiro tempo. Pedro Rocha cruzou à meia altura para a entrada da área. Acossado pelo marcador, Lincoln poderia tentar concluir de primeira com o pé direita ou dominar a bola. Ele pensou diferente. Se virou de costas e, com o calcanhar do pé esquerdo, mandou a bola para o fundo das redes.
“É gol. Independente de como é, se de cabeça, de peito”, minimizou. Usar o calcanhar é um recurso comum seu. “Costumo dominar a bola assim”, disse. O lance também é fruto de uma das cobranças do treinador gremista. Ele quer os meio-campistas chegando na área. Sua intenção é diminuir em 2016 a média de distância das finalizações da equipe. “A gente vem treinando para preencher a área. Quando alguém cruza, tem que ter ao menos dois jogadores na área”, ressaltou Ramiro.
Mais elogios para Lincoln
Assim como na sexta-feira, o técnico voltou a elogiar o meia. “Enche os olhos ver o Lincoln jogar. Quando eu cheguei, observei que ele estava prestando atenção em muitas outras coisas que não o clube e a sua carreira. Eu já tive a idade dele. Sei como é. Ele tem um potencial muito grande”, destacou.
Se a torcida pede a sua titularidade, o jogador mantém um discurso modesto. “Não estou merecendo. Só quero trabalhar. Quando o professor achar que eu estou merecendo, vai me colocar”, ressaltou na saída de campo em Erechim. Agora, é com Roger.
Lincoln brilha e se transforma em dor de cabeça para Roger
Meia do Grêmio decidiu novamente na partida contra Ypiranga no Gauchão