Lucas Coelho explicou que não quer ser igual a Barcos e que procura analisar o comportamento dos ídolos fora de campo. "Não tenho assim um cara que queira ser igual. Acho que isso não é certo. Tenho que ser um cara novo. Tenho muitos caras, o Barcos até, antes de vir para cá, acompanhava bastante. Faz muito gol e não vejo ninguém falando mal dele. Assim como outros. Procuro ver fora de campo como a pessoa é, agora melhor em relação ao Barcos. Tem o Zé Roberto e Elano, caras que chegaram tão longe, onde eu quero chegar, e são humildes", comentou.
Coelho admitiu, no entanto, que ainda não teve muito contato com o técnico Vanderlei Luxemburgo. A pessoa mais próxima da comissão técnica é o auxiliar Roger, que dá dicas e até elogios. "Eles estão observando para ver o que eu posso fazer, se eles acharem que eu mereço os conselhos deles. Mas eles dão um suporte muito bom, o Roger principalmente. Ele me elogia e dá toques. Eu pergunto também o que eu posso melhorar", acrescentou.
Metas escritas
Como se fosse um estudante tentando entender a matéria antes da prova final, Coelho relatou que estabeleceu metas para a sua carreira e chegou até a escrevê-las para fixá-las na mente. "Algumas deixo até escritas para ler todos os dias. A gente tem expectativa, claro, mas sei também que tenho que mostrar muito mais ainda. Claro que a vontade de estar na próxima lista da Libertadores está nos planos. Se aparecer uma oportunidade, espero abraçar", disse.
Ambicioso, o atacante disse que já colocou para si a meta de ser campeão gaúcho. "Funciona como pensamento positivo e motivação. Depois de alcançar o desejo, é bom impor outra para não haver acomodação", afirmou.