Demitido no final de junho, Luxa comentou a saída do time. “O dr. Fábio (Koff) cismou de me mandar embora. Só lamento porque fui contratado pelo Paulo Odone (ex-presidente do Grêmio). Não pelo Fábio Koff. E ele ganhou a eleição do Grêmio. Então, eu sabia que a qualquer momento alguma coisa ia acontecer. Eu sentia isso. E aconteceu”, disse o treinador.
Luxemburgo cobrou a dívida que, segundo ele, o Grêmio ainda tem – seria cerca de R$ 5 milhões, incluindo multa rescisória de quebra de contrato e pagamento do salário do último mês de trabalho. “Ele é um juiz de direito. Juiz julga. E preza pelo certo. O que eu trabalhei é de direito adquirido, ele tem que me pagar. Eu trabalhei, tem que me pagar. O contrato para frente se ele quer discutir na Justiça, é um direito dele. Mas o que eu trabalhei, quero receber. Não tem porque o Grêmio não me pagar”, disparou.
Koff questionou as acusações de Luxemburgo. “Eu não cismei com ninguém, e ele não pode se dar ao direito de cobrar por trabalho. Quero que ele prove que os horários foram cumpridos”, desafiou.
O mandatário negou que Vanderlei Luxemburgo tenha sido demitido por alguma desavença com jogador. “Mandei ele embora por incompetência, por ausência de resultados. Ele quer que pensem isto para não arranhar a imagem de quem não ganha nada há dez anos. Mas eu não sou mágico de fazer com que ele consiga os resultados, e sou eu que não acerto?”, questionou.
Em seguida, Koff revelou o motivo que fez com que ele desistisse, de vez, de contar com Luxa. “A dispensa ocorreu por falta grave. Eu o chamei para uma conversa com urgência, e ele não atendeu. Ele pode ter enganado a torcida do Grêmio por um tempo, que até pediu sua permanência em um Gre-Nal no qual perdemos. Mas o Vanderlei (Luxemburgo) nunca me enganou. Fui condicionado a trabalhar com ele, e cometi um dos meus maiores erros”, ponderou.
Com informações da Lancepress