"Em momento algum a minha demissão foi tratada durante a reunião. O encontro serviu apenas para traçar o planejamento do segundo semestre. Falamos sobre erros e acertos. Foi apenas uma reunião de trabalho", resumiu o técnico tricolor.
Após a eliminação para o Santa Fe na Libertadores, o técnico parece ter deixado o abatimento de lado ao aprender a conviver com a dor. "É claro que não foi fácil. Mas a derrota tem que doer, tem que machucar. Somente assim, a equipe irá amadurecer. Eu costumo crescer na derrota e isso me faz pensar que o Grêmio tem condições de conquistar a Copa do Brasil e o Brasileirão", avisou.
Luxa lembrou que em 2012 estava acostumado a falar que o Grêmio tinha a vaga na Libertadores como prioridade. A meta e o discurso, segundo o treinador, passam a ser outros. "Eu não menti para vocês (jornalistas) em nenhum momento quando dizia que o Grêmio iria buscar a classificação. Agora, eu posso dizer que estamos em condições de buscar algum título no segundo semestre. O grupo de agora foi feito para isso", explicou.
O recesso e o caminho até o Brasileirão
Com a permanência de Luxa, o Grêmio passa a pensar no Brasileirão e na Copa do Brasil. Antes disso, é preciso planejar o semestre que terá uma parada por conta da Copa das Confederações. Segundo técnico do Grêmio, o recesso será importante principalmente com um bom início no Nacional. "Os primeiros cinco jogos são essenciais para uma arrancada. Depois pensaremos na intertemporada e no que é possível fazer para seguir em um ritmo bom", disse.
Assim como no ano passado, Luxemburgo estuda o crescimento no Brasileirão com vitórias em pequenos blocos de jogos. "É importante você ter essa ideia. Eu tenho que um aproveitamento de 70, 75% é necessário para ser campeão. Nos últimos anos, porém, o título chegou para times que fizeram 61%", explicou. "Eu pego três ou quatro partidas e aí busco esse desempenho. Se fizermos 100%, melhor porque aí teremos gordura para queimar. O segredo é jogar uma decisão a cada três jogos", acrescentou.