“O gramado não tem condições de qualidade para jogar. Mas não é desculpa. Só que tu pega um time que vem para dar porrada e fica complicado. A gente daí não consegue dar uma tabela, fazer uma jogada diferente”, argumentou o comandante gremista. “O Grêmio tem uma equipe que joga com o talento e não com a força física. Acho que o caminho é por aí”, acrescentou.
O treinador afirmou que o último jogo do estádio Olímpico não precisa ter sido marcado no ano passado e que não vê problema em utilizar o antigo estádio por um mês até a grama da Arena ficar 100%. “A despedida do Olímpico não deveria ter existido. Dá um mês para o gramado da Arena ficar bom. Um drible pode desarmar qualquer esquema tático, mas precisa de um bom campo. Precisa prevalecer o bom senso. Tem que sentar as duas diretorias, da OAS e do Grêmio, para definir sobre isso. A OAS é parceira do Grêmio. Daí se a mudança não der certo, mando o técnico embora”, completou.
Quanto ao desempenho do time, Luxemburgo disse que faltou entrosamento por não ter tido tempo para fechar o time. “Estrearam o Adriano, André Santos e o Barcos. Antes, o Grêmio não era candidato. Daí fez algumas contratações e se tornou o melhor elenco e candidato. Mas esse time tem que jogar, e não tenho dúvida que esse time vai encaixar”, comentou.
Entrada do recém-contratado Adriano no lugar de Fernando
Muito questionado sobre a entrada do volante Adriano no lugar de Fernando, o treinador disse que o ex-santista não poderia ser culpado pelo fracasso gremista. “Em relação ao Adriano, não foi diferente com o Pará, com o Zé Roberto, com o Werley. Todos chegaram aqui com muita desconfiança. Ele precisa de tempo para se acostumar com o time e ocupar espaço no grupo. Tem tempo para poder trabalhar. O Fernando é maior jogador do Grêmio e o Adriano não é o culpado. Não tem nada a ver”, justificou.
