"Eu pedi calma", acrescentou Luxemburgo. "Tenho colocado o Bertoglio no segundo tempo e daí todo mundo achou que estava pronto para jogar. Aí, coloquei ele para começar e agora um monte de gente já concluiu que é um atleta apenas para segundo tempo", reclamou o técnico.
Luxemburgo explicou que utiliza o jogador de acordo com as necessidades ofensivas e de marcação do Tricolor. "Vai depender do jogo, para ele começar ou entrar depois. Ele me dá alternativas, de jogar no meio ou como atacante e uma dinâmica ofensiva", analisou o treinador.
Ele foi questionado, ainda, pela adaptação de Pará, original da ala direita, como lateral esquerdo. Luxemburgo argumentou que prepara o jogador para ter opções no elenco. "Estranharam eu colocar o Pará no lugar do Julio Cesar, mas agora sei o que ele pode fazer se daqui a pouco não tiver a opção com o titular", apontou. "Ele deu uma ótima resposta e vou saber que está pronto."
Desafios da Copa do Brasil
As dificuldades do Grêmio para superar o River Plate do Sergipe, para Luxemburgo, foram justificadas pela qualidade do futebol apresentado pelo time "sem grife". "Às vezes o cara olha a tabela e vê o River, fala que é para dar de dez, de cinco a zero. Mas aí tu vai olhar o histórico e é uma equipe que subiu no regional e foi campeão", sublinhou o treinador. "Dos times pequenos foi o que mais vi jogar bola nos últimos tempos. Quase não dá chutão", elogiou.
"Se a Copa do Brasil não fosse assim, o Ipatinga não teria chegado, nem o Paulista de Jundiaí", ponderou Luxemburgo. "Agora vamos enfrentar uma fase dura, contra o Ipatinga. É uma equipe que cresceu e chegou à final do torneio."