Após Léo Gago desperdiçar um pênalti ainda no primeiro tempo – quando o placar estava zerado –, Luxemburgo procurou o volante para uma conversa, mas nada de cobranças e sim conselhos. O volante segue com moral elevado com o chefe, que descartou substituí-lo por Fernando no posto de cobrador oficial de penalidades máximas: “Se eu botar o Fernando e ele perder, o torcedor vai querer outro”, resumiu o técnico. “O futebol é muito cíclico. Temos de ter uma análise de contexto”, explicou. “Os grandes jogadores do futebol mundial perderam pênaltis em competições importantes, em Copa do Mundo. Faz parte.”
O jogo contra o Palmeiras – adversário do Grêmio na semifinal da Copa do Brasil – também serviu para o técnico fazer anotações sobre possíveis fraquezes do adversário. Mas não adiantou perguntar quais são: “Eu tiro (lições) e o Felipão também. Mas eu não vou falar. Não vou ser auxiliar técnico do Felipão. Aí é complicado”, respondeu. Ele admitiu, porém, que o jogo terá outro tom: “Na Copa do Brasil, a maior mudança é no aspecto emocional. Os próprios atletas mudam o seu comportamento dentro de campo.”
Kléber contra o Atlético-GO
Depois da segunda rodada, o Brasileirão dá uma parada de dez dias devido a partidas da Seleção. O Grêmio só volta a jogar em 6 de junho, contra o Atlético-GO. Conforme Luxemburgo, a maior novidade da equipe estará no ataque. “Pelo menos no banco, alguma coisa nesse sentindo”, adiantou o treinador, que também aguardará pelo resultado da ressonância magnética do zagueiro Werley, marcada para terça-feira, para saber se poderá contar com o jogador.