“O pessoal que fica atrás de mim é impaciente demais. Sei que faz parte do futebol. Mas qualquer passo errado, eles vaiam. E a gente precisava trabalhar a bola. A proposta do Sport era o contragolpe, e eles marcavam atrás”, comentou.
Conforme o treinador gremista, as coisas mudaram somente quando o torcedor passou a apoiar a equipe. “Quando o pessoal de trás parou de encher o saco e os demais empurraram o time para frente, aí a coisa funcionou. Se qualquer erro, girada de bola do zagueiro, tiver vaia, fica complicado”, acrescentou o treinador gremista.
Por volta dos 15 minutos do segundo tempo, Luxemburgo decidiu dar uma oportunidade para Leandro e colocou três atacantes em campo. A estratégia deu certo e o Tricolor conseguiu virar. “Eu precisava de uma bola melhor, já que eles estavam marcando bem pelas laterais. Coloquei o Leandro para a bola sair melhor. Botei ele num lado e o Kléber no outro para abrir mais a zaga deles”, contou.
Leandro disse ao final da partida que sua atuação provou que ele “está trabalhando sério”. Para Luxemburgo, as cobranças foram muito altas sobre o jogador, ainda inexperiente. “Cobramos dele como se fosse o Pelé, o Cruyff ou o Maradona. A base dele foi muito rápida e não foi dado tempo para ele. Na época que aconteceu aquilo (da CNH falsa), pensei que não tinha que entrar o técnico, e sim o pai, o avô. Precisava aconselhar o garoto”.
