“É difícil. Sei que o torcedor é totalmente apaixonado, e que vai ter pressão. Mas gostaria de ver o Olímpico com aquela dificuldade que eu tinha aqui dentro antes. Todo mundo ficava torcendo, mesmo diante da dificuldade do time. Ainda não estou vendo, mas acho que vou ver. Até porque o Olímpico está acabando e o torcedor vai perceber isso nos próximos jogos. Tem que ter 45 mil pessoas aqui, chutando a bola junto e ajudando os jogadores mesmo quando errarem”, desabafou o Luxemburgo.
Contra o Bahia, o Tricolor encontrou a mesma pressão que teve diante do Sport, jogando em casa. Perante um adversário totalmente recuado, o time demorou para encontrar espaços e achar o gol. Para isso, Luxa lembrou que é necessário paciência e tocar a bola: “Quando tem um time todo atrás, tem que ter paciência. O importante é ganhar o jogo, e temos 90 minutos para isso, não adianta se afobar. Hoje, o adversário sabe o que vai acontecer, como nosso time vai se comportar”.
O técnico acrescentou que o grupo começou tocando bem a bola, mas caiu de rendimento no segundo tempo. “O adversário colocou um jogador rápido em cima do Edilson e o Elano e o Zé Roberto não conseguiram ficar juntos do Fernando e do Souza. Começamos rodando bem a bola, girando a bola. Deixamos o torcedor reclamar e o time se atrapalhou. O jogador não pode dar ouvido e tem que jogar com calma. Se a gente tiver mais posse de bola, temos mais chance de marcar o gol”, salientou.
Luxa acredita que árbitro acertou ao não expulsar Kléber
Luxemburgo também comentou o lance em que Kléber cometeu falta no goleiro Marcelo Lomba e levou o cartão amarelo. O time baiano reclamou que o Gladiador deveria ter sido expulso, mas para Luxa, o goleiro também deveria ter levado cartão. “O Kléber está carregando muita coisa com ele por causa do passado. O Lomba entrou com o pé alto, mas encolheu. O Kléber também foi de pé duro e encolheu na hora. Acho que tinha que ter dado amarelo para os dois”.