O meia se mostrou indignado com a formatação da competição. O Gauchão passa por muitas mudanças de datas. Esta troca de datas e acúmulo de jogos para o Grêmio acontece por conta da festa de inauguração do Beira-Rio, em abril. A situação mudou toda a tabela do campeonato, já que uma das partidas da final estava prevista para o dia 6, data do jogo do Inter com o Peñarol.
“É um calendário que prejudica muito nós jogadores profissionais. Nunca vi jogar 10 horas da noite, depois jogar quatro jogos em 9 dias. É impressionante. Nós, hoje, não temos muito poder de mudar isso. Até porque os que estão na frente, que fazem o calendário, que são os donos do futebol hoje, tem a sua opinião. Não é dada a oportunidade, nunca se deu, de nós jogadores optar e ver o que é melhor, não só para nós, mas para com os torcedores. Infelizmente, só o futebol sai prejudicado. A gente não tem muito o que falar, não temos o que optar, nossa palavra não tem peso nenhum, temos que acatar e fazer”, detonou Zé Roberto.
Já experiente, Zé é preservado em sequência mais forte de jogos. Enderson já o poupou de duas partidas, quando alguns dos titulares entraram em campo. Para este sábado, a tendência é que o Tricolor não conte com o camisa 10 - e a maioria dos titulares - contra o São Paulo de Rio Grande. A situação que o próprio meia coloca como solução.
“A única coisa para passar por cima do calendário maluco é usufruir de um elenco com jogadores que possam suprir as necessidades. Montar dois ou três times, para jogar quando outro não puder jogar. E jogar Gauchão, Libertadores, Brasileiro”, explicou.
O Tricolor enfrentará, depois do São Paulo, o Cruzeiro, na quarta, o São Luiz, na sexta, e o Pelotas, no domingo. O treinamento da manhã desta sexta-feira deve definir a equipe que entra em campo neste sábado.