Ficou para a terça-feira a definição do futuro de Maxi Lopez. Ele quer atuar na Lazio, clube com o qual já acertou salário. O Grêmio quer pagar € 1,5 milhão ao FC Moscou e seguir com o camisa 16 por mais três temporadas, como prevê documento assinado em março deste ano. Só que a direção gremista não quer ninguém contrariado no Olímpico. Esta é a principal questão debatida em Buenos Aires entre representantes do clube e do jogador.
"O Grêmio não irá negociar o jogador imediatamente. Nossa intenção é permanecer com o atleta", disse o assessor de futebol Luiz Onofre Meira, em entrevista à Rádio Guaíba.
Para ficar com Maxi, o Grêmio terá de contratá-lo até 31 de janeiro, quando se encerra a sua preferência para adquirir os direitos federativos do atacante. O problema é que Maxi Lopez recebeu proposta mais vantajosa da Lazio. Ganharia € 1,3 milhão por ano, durante três temporadas. A ideia de ficar com o jogador insatisfeito não agrada aos dirigentes gremistas.
"Se isso está acontecendo, traz preocupação", reconhece Meira.
O vice-presidente Irany Sant'anna Jr, responsavel pelas finanças, reconhece a dificuldade para permanecer com o jogador. E descarta investir no jogador para cedê-lo em seguida à Lazio.
"Está mais difícil do que imaginávamos. Não vale a pena fazer investimento em um jogador para atuar em um terceiro clube", disse Irany. "Se fosse para valorizá-lo, teria de ser com a camisa do Grêmio".
O presidente Duda Kroeff adota a mesma linha do seu vice-presidente. Entende que se Maxi Lopez aceitar a oferta italiana, o Grêmio não terá como segurar o atacante.
Maxi Lopez escolherá entre Grêmio e Lazio
Mesmo com preferência para a contratação, direção gremista não quer manter o jogador contrariado no clube