As partes envolvidas são de Porto Alegre e Buenos Aires, mas o fim do imbróglio se passará em Zurique. Essas serão as cenas finais da novela Grêmio e Maxi López, que terá seu desfecho conhecido na entidade máxima do futebol, a Fifa. Na noite desta segunda-feira, o departamento jurídico do clube recebeu um documento, no qual o atacante comunica que não pretende mais vestir a camisa tricolor. Por sua vez, a direção também fechou as portas do vestiário do Olímpico para ele.
Na semana passada, o Grêmio havia depositado € 1,5 milhão em juízo para o jogador. No entanto, esse valor, mesmo com Maxi indo embora, não será perdido. "O Grêmio tem condições de resgatar esse valor", revelou o advogado do clube, Rui Costa, que concedeu entrevista à Rádio Guaíba na noite desta segunda-feira.
Na visão de Costa, o clube agiu da melhor maneira possível efetuando o depósito, enfatizando que gostaria de contar com o argentino. "Maxi se recusou a cumprir aquilo que tinha contratado e o Grêmio vai buscar os caminhos possívels para, de alguma forma, conseguir um ressarcimento", explicou. "O depósito judicial se mostrou oportuno."
O próximo passo, agora, segundo o advogado, é encaminhar os documentos à Fifa para discutir um ressarcimento ou "uma justificativa mais clara do atleta". O certo é que Maxi López não joga mais pelo Grêmio. "Ele não tem mais clima para entrar no vestiário ou envergar a camisa tricolor", concluiu Costa.
Enquete do site do Correio comprova impopularidade de Maxi
A enquete do site do Correio do Povo perguntava: "Torcedor, você ainda quer ver Maxi López com a camisa do Grêmio?" e a resposta foi esmagadora: 68,34% (300 votantes) clicaram em "Não", enquanto 31,66% (139) optaram pelo "Sim". O resultado comprova a insatisfação da torcida gremista com o jogador, agora, oficialmente, de saída do clube.
Maxi não fica no Grêmio
Atacante enviou um documento ao departamento jurídico, no qual diz que não quer mais jogar pelo clube