“Não vejo os Gre-Nais de hoje tão pegados como os daquela época. Pelo que tem apresentado as duas equipes, deduzo que vai ser um clássico bem mais ofensivo que os demais”, projetou Mazaropi. Para ele, essa diferença ocorreu por causa da vinda de muitos atletas estrangeiros para o futebol gaúcho. “Acho que é mais por ter uma mescla maior de jogadores de fora. Sou de uma época que a maioria, pelo menos no Grêmio, era formada nas categorias de base. Então já vinha com essa rivalidade”, acrescentou.
O ex-goleiro lembra muito bem do clássico de número 300. O jogo terminou 0 a 0 no tempo normal e o Grêmio se sagrou campeão do Estadual com uma vitória de 4 a 3 nos pênaltis. Na época, Mazaropi era um dos profissionais com mais tempo de casa e liderança da equipe.
“Tive a felicidade de defender duas penalidades e dar ao Grêmio o campeonato. Sempre fui muito tranquilo em cobranças de pênaltis. Penso que a maior responsabilidade é dos batedores. O goleiro tem a chance de se consagrar. Pensei assim e peguei”, contou.
Para ele, o Grêmio tinha um grande time em 1989 e isso ajudou na conquista do Gauchão. “O grupo era muito bom, tinha jogadores experientes e eles tinham confiança em mim. Isso ajudava, passava confiança. Os torcedores gremistas também acreditavam em mim, porque eu era pegador de pênalti.”
Apesar de ser gremista fanático, Mazaropi evita apostar um placar para o clássico. “Tudo pode acontecer em futebol, principalmente em um Gre-Nal. Não dá para fazer uma previsão. Torço para o Grêmio, mas sei que será muito equilibrado”, projetou o ex-goleiro.