Para os jogadores, as últimas três semanas de dezembro são marcadas quase sempre por descanso e férias. Para os dirigentes e empresários, é o oposto, já que a movimentação para montar as equipes pensando no ano seguinte é intensa. Por isso, nos bastidores do Grêmio, a ausência do diretor de futebol, Luiz Onofre Meira, é vista com ressalvas por outros dirigentes, que afirmam ser necessária a presença dele no Olímpico para o melhor encaminhamento dos negócios.
Meira nega a expressão "férias". Em Florianópolis com a família até o próximo domingo, o diretor de futebol assegura que está encaminhando vários contatos por telefone. "Vim aqui para descansar e trabalhar com contatos do Grêmio. Se trabalha em qualquer lugar depois que inventaram o notebook e o telefone celular", alega dirigente tricolor.
O responsável pelo departamento de futebol tricolor faz outra ressalva. De acordo com ele, enquanto a maioria dos demais clubes do país está em fase de negociação com os atletas, quase todos os atletas que estavam na mira do Grêmio já foram contatados e houve acerto. "As contratações estão definidas, só não vê quem não quer", diz ele.
O presidente da Grêmio Empreendimentos, Adalberto Preis, rechaçou informação levantada pelo movimento Grêmio Acima de Tudo, que o clube poderia sofrer um processo de descapitalização a partir da criação do novo estádio. No blogue do movimento Grêmio Sempre, o dirigente assegura que as receitas da Arena entrarão para a empresa gestora, na qual o Grêmio terá presença como cogestor. "Nada irá para a OAS", afirma Preis em nota publicada ontem pelo site.
Meira nega estar de férias em Florianópolis
Ausência de Vice de futebol do Grêmio é vista com ressalva por dirigentes