Cícero agradeceu ao carinho que recebeu tanto de amigos como de torcedores. “O telefone não parou até agora. Família, amigos, pessoas mandando mensagem. Pessoas que eu conheço dizendo que eu mereço. São pessoas que me conhecem desde o começo da minha carreira, que sabem como eu sempre fui trabalhador. Agradeço a eles por tudo”, disse Cícero, que acredita que o jogo de ontem mostrou que sua escolha foi certa ao assinar um contrato de risco com o Grêmio para a reta final do ano.
“Quando soube do convite do Grêmio eu não pensei duas vezes. Você vir com um contrato como o meu não é fácil. Cheguei podendo jogar apenas duas partidas. Acabou que vão ser quatro e podem ser até seis. É uma felicidade muito grande ter participado dos jogos e tenho certeza que arriscar foi certo”, seguiu.
Perto de conquistar a Libertadores pelo Grêmio, Cícero lembro de 2008, quando, sob o comando do técnico Renato Portaluppi, perdeu a taça nos pênaltis com a camisa do Fluminense. O meia, que foi contratado apenas para disputar o torneio continental, contou uma conversa que teve com o treinador em sua chegada ao Tricolor.
“Quando eu cheguei aqui, a gente sentou para conversar. O Renato é sempre muito brincalhão. Eu falei: 'cheguei aqui para terminar aquilo que a gente deixou lá atrás'. Vou falar que ninguém sabe explicar até hoje como perdemos. Aquele título estava nas mãos do fluminense, mas acabou ficando na loteria. Hoje, quase 10 anos depois, a gente está tendo essa oportunidade. Fui campeão da Copa do Brasil com o Renato em 2007. Algum elo a gente tem. Não apenas para nós, mas para todos aqui será importante ser campeão”, afirmou Cícero, que concedeu a entrevista ao lado do filho Enzo.
"Meu telefone não parou de tocar", diz o Cícero sobre o dia após o gol decisivo contra o Lanús pic.twitter.com/CXkHjEz54j
— Cristiano Munari (@crismunari) 23 de novembro de 2017