A CBF ainda não oficializou a premiação do Campeonato Brasileiro. No entanto, a entidade deve valorizar um pouco mais o vice-campeão em detrimento do terceiro lugar, em relação ao ano passado. A diferença saltará para R$ 2,2 milhões, quase meia folha salarial do Grêmio. Motivação para lutar pela segunda colocação nacional.
Em 2014, a competição pagou R$ 6,2 milhões ao São Paulo, o segundo, e R$ 4,2 milhões ao Inter, terceiro, uma diferença de R$ 2 milhões. Nesta temporada, esta distância aumentará segundo informações preliminares da confederação. O vice receberá R$ 6,3 milhões, contra R$ 4,1 milhões do terceiro. Subir uma posição na tabela significa R$ 2,2 milhões a mais. A oficialização deve ocorrer no fim de novembro.
Com a vitória sobre o Flamengo e a derrota do Atlético-MG para o Corinthians, a distância foi reduzida para três pontos. Os Grêmio também leva desvantagem no número de vitórias, 17 a 19. Os dois se encaram, na Arena, na penúltima rodada. Além do confronto direto, o Tricolor enfrenta Sport (fora), Fluminense, (casa), Inter (fora) e Joinville (fora). Já os mineiros têm Figueirense (fora), São Paulo (fora), Goiás (casa) e Chapecoense (casa).
No Brasileirão de pontos corridos com 20 equipes, desde 2006, a média para chegar em segundo é de 68 pontos. Em 2007, o Santos foi vice com 62 pontos. Em compensação, o Grêmio, em 2008, e o Atlético-MG, em 2012, alcançaram 72 pontos para ficarem com a posição. Esportivamente, não há nenhum benefício, a não ser acumular mais pontos no ranking da CBF. Não há nenhuma vantagem, por exemplo, no sorteio da Libertadores. Os R$ 2,2 milhões, no entanto, garantem a motivação necessária para brigar até o fim.
Motivação financeira impulsiona Grêmio em busca do vice
Segunda colocação pode render ao Tricolor R$ 6,3 milhões