“Não fiz nada para criar o tumulto, nem falei algo demais. Fui cumprimentar o árbitro e o assistente deles chegou para mim, perguntou por que eu não estava reclamando hoje. Ele foi se aproximando, percebi que estava nervoso e fui embora. Depois, o técnico também chegou perto”, relatou o comandante gremista. “Daí saí correndo para entrar no túnel, mas fecharam ali e escorreguei. Um jogador deles veio me agredir e coloquei o pé para me defender. Foi uma confusão desnecessária”, acrescentou.
Do lado do Huachipato, a reclamação era de que Luxa teria provocado o oponente, afirmando que os chilenos estavam de férias agora, após a eliminação na Libertadores. O técnico do Tricolor negou o fato, argumentando que a ação teria sido planejada. “Percebi que foi uma coisa premeditada. O treinador deles, em Porto Alegre, ficou chateado por alguma coisa. Ele veio dizer que eu estava dizendo que eles iam ficar de férias, mas não foi nada disso. Eles se mostraram desequilibrados”, criticou.
A organização da competição também foi alvo das críticas do treinador. “Não precisa ter essa agressão, que foi desnecessária. Os policiais deveriam me proteger, mas não fizeram. Isso é Copa Libertadores, é assim, mas não poderia ser. Fui só cumprimentar os árbitros”, reclamou.
Luxa justifica as três trocas
Questionado sobre o motivo de ter feito três substituições ainda aos 30 minutos do segundo tempo, com o placar favorável, Luxemburgo justificou que os dois atacantes estavam cansados. “O Barcos e o Vargas se cansaram e coloquei o Kleber e o Welliton para puxar o jogo na frente. Só que o Werley se machucou e a coisa foi sofrida. Agora é mata-mata, jogo difícil. Essa é a maneira que o Grêmio consegue as coisas”, destacou.