Na véspera da partida que pode vir a ser a última no comando do Grêmio, Silas mostrou-se tranquilo e firme durante entrevista coletiva da terça-feira. De acordo com o técnico tricolor, que comandou o grupo em treino fechado na tarde de hoje, chegou a hora de mudar o sistema e as peças.
"Cair não é vergonha para ninguém. Não tenho medo de ser campeão e nem de ser demitido", afirmou. Na quarta-feira, o Grêmio recebe o Vasco, às 21h50min, no estádio Olímpico.
Para Silas, a responsabilidade da fase gremista é de todos. “Não se pode transferir responsabilidade nem culpa para ninguém. Todo mundo está incluído nessa situação”, disse o treinador. “Se os resultados não vêm, é preciso começar a variar para achar novamente o ponto de equilíbrio”, explicou Silas
O treinador disse que também já alertou seus jogadores que, no futebol de hoje, não existe time bobo. “Acharam que Felipão iria ganhar no nome. Camisa e nome não valem nada. Falaram da gente em Santa Catarina, mas o Avaí já ganhou de São Paulo e Palmeiras”, resumiu Silas.
Momento difícil
No entanto, o próprio treinador reconhece que, apesar de ter jogadores experientes, “é a primeira vez que este grupo passa por uma situação assim”. Já as conversas ocorridas entre direção, comissão técnica e jogadores durante a semana foram consideradas normais: “Cobrança existe o tempo todo, inclusive quando a situação é boa. Temos reuniões periódicas e a cobrança é natural como sempre”.
Silas também desconsiderou a hipótese de ser demitido após a partida contra o Vasco, no caso de derrota. “Não existe isso de se o Grêmio jogar mal e ganhar o Silas fica. E se o Grêmio jogar muito bem e perder, eu saio?”, questionou ao jornalistas. “Se eu entender que a coisa não está rolando e que não estou ajudando mais, daí tenho que sair. Mas não é isso que está acontecendo”, afirmou.
"Não tenho medo de ser demitido", diz Silas
Treinador afirmou que resultado desta quarta não deve interferir na sua permanência no comando do Grêmio