Há alguns anos, trazer um venezuelano como reforço seria quase motivo de chacota. O futebol nunca foi o forte do país do Norte da América do Sul banhado pelo mar do Caribe. Isto tem mudado. O beisebol ainda é amplamente o esporte mais popular, mas a bola chutada com os pés tem ganhado cada vez mais espaço. Josef Martínez, de 22 anos, uma das principais revelações locais e esperança de levar a equipe nacional à sua primeira Copa do Mundo, pode ser também um dos principais reforços do ataque do Grêmio para a Libertadores.
O meia-atacante debutou com apenas 18 anos na seleção principal, contra El Salvador, em agosto de 2011. De lá para cá, já disputou 22 jogos e anotou quatro gols com a camisa da Vinotinto. Participou das Eliminatórias passadas e da Copa América de 2015. Na atual seletiva para o Mundial da Rússia, ele entrou no segundo tempo contra Paraguai e Equador, ficando no banco diante de Brasil e Bolívia.
“Ele é um jogador rápido, que desequilibra, movediço no ataque. Não é muito alto”, define Eliezer Perez, jornalista venezuelano do diário Últimas Notícias. Na carreira, Josef Martínez não desempenhou muito a função que hoje é ocupada por Everton no time de Roger e que é a principal carência gremista. “É atacante originalmente, mas as vezes joga também de meia central. Atuou poucas vezes pelos lados, mais pelo direito e raramente pelo esquerdo”, acrescenta o repórter.
Pesa muito a seu favor a experiência internacional, inclusive de competições da Conmebol. Disputou com o Caracas a Copa Sul-Americana de 2010 e a Libertadores de 2011. A negociação é complicada. O jogador tem contrato com o Torino até a metade de 2018. A equipe italiana deseja vendê-lo. O Grêmio tenta conseguir o empréstimo.
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