Nenhuma das partes deve impor restrições à ampliação do TAC, liberando o estádio para abrigar a partida pela Libertadores. Assim, a Arena Porto-Alegrense terá 60 dias para adequar o espaço da arquibancada, encontrar uma solução para os guarda-corpos no quarto anel solicitados pelo Corpo de Bombeiros e a tramitação das mudanças do projeto original na Secretaria de Mobilidade Urbana (Smurb).
Ontem pela manhã, antes mesmo do desfecho da reunião na Brigada Militar, integrantes da administradora do estádio já estiveram na Smurb para tratar da adequação do projeto da Arena à instalação das barras antiesmagamento. Como é um assunto de interesse público, a tramitação não deve demorar mais que 30 dias.
Caberá agora à BM determinar a quantidade de pessoas que o espaço poderá suportar. O cálculo será determinado especialmente pelo tamanho das portas de saída, caso haja necessidade de uma evacuação rápida. Nos jogos em que esteve liberado, na inauguração diante do Hamburgo e contra a LDU, o setor abrigava 8,5 mil torcedores.
Direção negocia com BM
O encontro de mais de duas horas não serviu apenas para o Grêmio tratar da liberação da arquibancada na Arena. O integrante do Conselho Administrativo gremista Nestor Hein aproveitou o encontro para tratar com a Brigada Militar sobre a volta dos instrumentos da Geral. É improvável que isso ocorra até quarta-feira, dia da partida contra Santa Fe.
A BM não abre mão do cadastro dos integrantes que serão responsáveis pelo material. Além disso, ficou estipulado que estes torcedores terão acesso por um portão único. Enquanto a arquibancada não é liberada, a Arena Porto-Alegrense tenta encontrar um local para abrigar os torcedores com instrumentos.