Faria ressaltou que não chega ao Grêmio para mandar na diretoria: “A função do diretor é diagnosticar, discutir e propor soluções”, observou. “Em todos os clubes que trabalhei, as decisões são sempre tomadas em um colegiado e aqui não será diferente”, afirmou ele. “Só o presidente pode tomar decisões por ele mesmo”, completou. “Não cabe a um diretor-executivo impôr um jogador à comissão técnica, porque é um diretor-executivo. Quem vai colocar para jogar dentro de um esquema de jogo é o treinador.”
À primeira vista, o novo dirigente gremista gostou do que viu no estádio Olímpico. “Estou muito bem impressionado com a estrutura que eu vi até agora”, afirmou ele, destacando especialmente o Centro de Informação e Mídia. “O Grêmio tem uma estrutura e um volume de informações muito grande”, salientou. “Eles estão monitorando jogadores de todos os países, além de jogadores das séries A e B do Campeonato Brasileiro. Isso vai facilitar o trabalho da comissão técnica e da direção do futebol.”
Com passagens por América-MG, Atlético-MG e Fluminense ao longo da carreira, Faria esquivou-se de responder sobre o suposto envolvimento em venda de jogadores, que teria motivado a sua saída do Galo, em 2008: “O Atlético vivia naquele momento um turbilhão político muito grande e acho que isso tudo é fruto da velocidade com que as informações transitam na internet. As informações hoje estão muito superficiais”, disse ele.
Faria fez questão de exaltar a sua passagem no clube: “Eu fui muito feliz no período em que trabalhei no Atlético-MG, que vinha de uma Série B e em dois anos seguidos classificou à Sul-Americana. Só tenho recordações boas”.
