Desde que tomou posse no dia 8 de dezembro, a nova diretoria do Grêmio tem focado as primeiras ações na busca por equilibrar as finanças do clube. Entre as medidas adotadas, o presidente Odorico Roman e seus pares contrataram a empresa Ernst & Young (EY), que atua com consultoria e auditoria. A parceria foi revelada por Eduardo Schumacher, vice-presidente do Conselho de Administração, em suas redes sociais.
A EY atuou na recuperação financeira do Flamengo a partir de 2013, na gestão do presidente Eduardo Bandeira de Mello. A empresa também teve parceria com o Corinthians em 2024, no início da gestão do presidente Augusto Melo. O vínculo era de três anos, mas foi rompido após oito meses por causa de divergências entre as partes.
Além de mapear as dívidas, a Ernst & Young vai ajudar o Tricolor a encontrar soluções para recuperar as finanças do clube, que passam por uma situação até mais urgente do que se imaginava. Um exemplo que corrobora isso é a pendência com Braithwaite, que veio à tona nos últimos dias. O Tricolor deve R$ 7 milhões ao centroavante, que se referem a luvas na sua contratação, ainda em julho de 2024.
Uma outra situação que se avizinha mais grave é a do transfer ban. A punição imposta pela Fifa em novembro tem relação com Arezo, mas, diferente do que se imaginava, tem dois contextos. O primeiro diz respeito à contratação, em julho do ano passado, pela qual o Grêmio deve cerca de R$ 7 milhões ao Granada (ESP). A outra pendência é com o River Plate (URU), por não repassar 50% do valor recebido do empréstimo do centroavante ao Peñarol (cerca de R$ 800 mil).
Com o objetivo de pagar essas dívidas até o final deste ano e ainda tendo que quitar a folha de dezembro dos atletas, 13° salário e férias do grupo principal, a direção tenta abrir frentes para novas receitas. Há pelo menos três negociações em andamento: patrocinador master (conversas com quatro empresas), ticketeira (empresa para gerir quadro social e bilheteria) e naming rights da Arena.
Nesse “novo dinheiro” também entram as negociações de Alysson, para o Aston Villa (ING), e Cristian Olivera, para o Bahia. Pelo atleta formado na base, o Grêmio ficou com 90% dos 10 milhões de euros fixos da negociação. Ou seja, 9 milhões de euros (R$ 58,3 milhões, na cotação atual) entram nos cofres.
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