Odone salientou que a iniciativa veio do próprio Caio Júnior. "Ele nos procurou há mais tempo e declarou pessoalmente que tinha o sonho de treinar o Grêmio", destacou o presidente ."Além disso, foi jogador no primeiro exercício que tive na presidência. Acredito que tem as capacidades que esperamos para montar esse time vencedor", projetou.
Admirador do trabalho de Roth, o dirigente analisou as diferenças de abordagem do novo contratado. "Eles tem um estilo um pouco diferente, sim. Mas o Caio possui a identidade de conhecer nosso futebol gaúcho, mas andou viajando mais e traz experiências de fora que poderão contribuir para mudar o clima", avaliou Odone. "Além disso, não tem essas marcas de estigma por ter trabalhado sempre longe daqui. O nosso Celso Roth paga um preço disso, isso desgasta e perturba e é uma das razões da sua saída", ponderou.
O presidente acrescentou que o Grêmio trabalha muito ainda nos bastidores para montar o "time vencedor" para o ano da Arena. Ele classificou as críticas de que sua administração foca mais o estádio que o futebol de "normais", pelo grande número de grupos oposicionistas. "O fato é que a Arena é uma realidade e será inaugurada em novembro. Precisamos ter uma equipe à altura deste estádio, para chegar na Arena com um plantel competitivo e vencedor", frisou Odone.
Carreira
Caio Júnior começou como atacante profissional no Grêmio, em 1985, sendo goleador do Gaúchão naquele mesmo ano. Atuou até 1987, quando foi negociado para o Vitória de Guimarães. No clube português fez carreira por seis anos, até 1992, sendo campeão da Super Taça de Portugal. No retorno ao Brasil, atuou pelo Inter, em 1994 e ainda pelo Novo Hamburgo, em 1996. Encerrou a carreira em 1999, no Rio Branco, de São Paulo.
A carreira de treinador começou em 2002, com o Paraná. Era auxiliar técnico de Otacílio Gonçalvez, que deixou o clube muito próximo da zona do rebaixamento. Assumiu a função com a saída do treinador e evitou a queda, nas últimas dez rodadas do Brasileiro. Depois, treinou Cianorte e Londrina, também no Paraná.
Passou ainda por Gama, Palmeiras, Goiás e Flamengo, antes de ir para o exterior. Foi contratado pelo Vissel Kobe, da primeira divisão do Japão. Em seguida, foi para o Qatar, onde treinou o Al Gharafa de 2009 a 2011 e venceu todas as competições nacionais, sendo eleito melhor técnico da temporada.
No Brasileirão deste ano treinou o Botafogo, liderando uma considerável ascenção no campeonato, que chegou a deixar o time carioca como postulante ao título. Depois, a equipe caiu de rendimento e acabou frustrando as expectativas do torcedor, o que culminou com a saida de Caio Júnior antes do fim do campeonato.