Odone listou a Sul-Americana, mas definiu que o foco principal do time é garantir lugar entre os quatro melhores do Brasileirão. "É a meta essencial até o final de 2012", frisou. Sobre o peso do jejum de títulos e os mais de 10 anos sem levantar taças importantes, o dirigente preferiu citar "grandes campanhas" da década passada. "Claro que não fico satisfeito de ter ido 'apenas' para uma final de Libertadores contra o Boca Juniors, após pegar o clube quebrado na Segunda Divisão. Queria o título, mas perdemos até com dignidade para um gênio que é o Riquelme", ponderou.
"Não estou satisfeito, mas também não passamos vergonha nestes 10 anos", prosseguiu o presidente, ignorando o rebaixamento de 2004. "Na minha ótica, o Grêmio tem que estar sempre entre os quatro ou cinco primeiros. Às vezes não dá para ganhar o título. Numa copa, que é mata-mata, pode acontecer o que aconteceu hoje", avaliou.
Quanto à derrota nos 180 minutos para o Palmeiras, Odone voltou a atribuir à consolidação do grupo o desempenho irregular, sublinhando a evolução apresentada na partida desta quinta. O presidente afirmou, inclusive, que o clube errou ao começar o ano com o treinador Caio Júnior. "Tenho certeza que, se tivéssemos o Luxemburgo desde o início, estaríamos muito mais adiantados. Perdemos tempo com o Caio, até mesmo para a montagem da equipe", reconheceu.
Odone destacou, ainda, a provável evolução da equipe assim que os últimos reforços tenham condições de jogo. "Vamos ver se as estreias do Zé Roberto e do Fábio Aurélio dão mais opções, além de algum outro reforço", analisou. "Nós almejamos o melhor para o Grêmio, miramos o futuro do clube, o futuro da Arena. Fazer um 'upgrade' para encerrar essas aflições que tem passado."