"Vamos conversar ainda no Conselho de Administração, mas a decisão sai até quarta-feira. A tendência é para negociarmos individualmente os direitos de televisão", explica o vice-presidente Antônio Vicente Martins.
Até o momento, o clube foi procurado apenas pela Rede Globo (a Record anunciou que vai negociar primeiro com o Clube dos 13). Além do valor financeiro, muitos outros fatores pesam na balança, como o projeto apresentado para o crescimento dos clubes e das emissoras juntos.
"Eu acho que esse tipo de questão tem que ser analisada em vários aspectos. Tem a questão financeira, abrangência, audiência, tecnologia, distribuição. Tudo tem que ser levado em consideração. Não é pura e simplesmente levar em conta quem oferece mais", ressalta o gerente de marketing do Grêmio, Paulo César Verardi.
Os clubes brasileiros ainda estão longes dos parâmetros europeus. Porém, a tendência é a diminuição na diferença dos valores e a consequente permanência de mais atletas no Brasil.
"É questão de você se estruturar. A tendência é termos a aproximação dos valores da Europa e do Brasil. Os patrocínios de uniformes já estão começando a se aproximar. Só não sei precisar quando", destaca Verardi.
O racha no Clube dos 13 não tem afetado apenas as negociações dos direitos televisivos do Brasileirão. Também tem influenciado nas transferências de jogadores entre os grande clubes do futebol brasileiro.
Antes, as garantias bancárias de uma venda eram dadas pelo Clube dos 13. Se um clube não pagasse outro por ter comprado um jogador, o dinheiro vindo da televisão servia para pagar a dívida. Nesta terça-feira, com muitas equipes grandes fora do grupo, não há mais essa forma de segurança. É isso, por exemplo, que ainda impede o anúncio oficial da contratação de Willian Magrão pelo Corinthians.