Antes de cruzar os braços, os trabalhadores chegaram a limitar o acesso à Arena, retirando pessoas que não estão envolvidas na obra. Um almoço, que seria realizado em homenagem a ex-jogadores do Grêmio, teve de ser cancelado porque os operários exigiram que a organização do evento desmontasse o palco erguido nas dependências da nova casa gremista.
Com a promessa da OAS, cerca de 4 mil operários voltarão a trabalhar. Em entrevista ao site do Correio do Povo, o procurador Fabiano Holz Beserra confirmou que ajuizou uma ação na Justiça do Trabalho há cerca de quatro semanas para limitar cumprimento de horas extras. "Pela lei, eles podem trabalhar por mais duas horas, sem contar a jornada de trabalho. A ação fui ajuizada por segurança. Não tenho a intenção de diminuir a renda dos operários", garantiu.
Beserra esclareceu que a ação foi a ajuizada por conta da dificuldade da OAS se adequar a lei. "A multa para cada descumprimento é de R$ 5 mil. A paralisação da obra através de medida judicial por enquanto está descartada. Pelos contatos que tive com diretores, a empresa se comprometeu a cumprir a lei. Se isso não ocorrer, poderíamos interditar um determinado local do estádio", explicou.