Segundo os operários, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) teria prometido um valor diferente do atual salário. Eles alegam ainda que horas extras foram cortadas. Conforme a nota, a empresa concedeu o pagamento das horas extras com percentual de acréscimo de 100%.
Em entrevista ao site do Correio do Povo, o procurador Fabiano Holz Beserra confirmou que ajuizou uma ação na Justiça do Trabalho há cerca de quatro semanas para limitar cumprimento de horas extras. "Pela lei, eles podem trabalhar por mais duas horas, sem contar a jornada de trabalho. A ação fui ajuizada por segurança. Não tenho a intenção de diminuir a renda dos operários", garantiu.
Beserra esclareceu que a ação foi a ajuizada por conta da dificuldade da OAS se adequar a lei. "A multa para cada descumprimento é de R$ 5 mil. A paralisação da obra através de medida judicial por enquanto está descartada. Pelos contatos que tive com diretores, a empresa se comprometeu a cumprir a lei. Se isso não ocorrer, poderíamos interditar um determinado local do estádio", explicou.
Antes de cruzar os braços, os trabalhadores chegaram a limitar o acesso à Arena, retirando pessoas que não estão envolvidas na obra. Um almoço, que seria realizado em homenagem a ex-jogadores do Grêmio, teve de ser cancelado. A Brigada Militar foi acionada para evitar tumultos.
Confira a nota, na íntegra:
Na manhã desta terça-feira (16/10), a OAS reuniu-se com a comissão de trabalhadores da Arena Porto-Alegrense, que solicitou o encontro devido à mudança na dinâmica de horas extras, determinada por liminar obtida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). A fim de compensar a alteração, a empresa concedeu o pagamento das horas extras com percentual de acréscimo de 100%. Os trabalhadores concordaram com a proposta e retomaram suas atividades após a reunião. Cerca de três mil operários atuam hoje na Arena, que será inaugurada no dia 8 de dezembro.