Para manter o sonho de disputar a principal competição do continente no ano que vem, o Grêmio inicialmente depende de suas próprias forças. Duas vitórias – contra Guarani e Botafogo – asseguram a quarta posição ao Tricolor, sem a dependência de quaisquer resultados paralelos. Confirmado o G4, restará secar o Goiás, que surpreendentemente eliminou o Palmeiras nesta quarta-feira, em São Paulo, e disputará o título contra LDU ou Independiente, que fazem a outra semifinal, nesta quinta.
Paulo Paixão, que escapou de ter que torcer contra seu amigo Felipão, situação que se estabeleceria caso o Palmeiras se classificasse à final, prefere não comentar os adversários: “Antes de torcer ou não, temos que fazer o nosso dever. Primeiro nós temos que concretizar a nossa classificação”. Porém, admite que a opinião pode mudar no caso do Grêmio terminar no G4. “Após o fim do Brasileirão, vou analisar o que é o melhor.”
Fase é boa, mas é preciso foco, diz Paixão
Ainda que a fase no Brasileirão esteja boa no Olímpico, Paixão adverte que o G4 ainda não está assegurado. Lembrando que o já rebaixado Prudente deu trabalho a times que estão na ponta de cima da tabela, como Santos e Atlético-PR, destacou: “Cada adversário nesse Brasileiro é uma decisão”. “Tenho 37 anos dentro de campo. Eu já vi tudo, mas não vi nada”, ensina, em tom filosófico.