Rivais dentro de campo no próximo domingo, pela 15ª rodada do Brasileirão, Grêmio e Flamengo estão alinhados nos bastidores. Pertencentes à Libra (Liga do Futebol Brasileiro), cariocas e gaúchos divulgaram uma nota em conjunto, na última quarta-feira, sobre a mudança do critério de rateio da verba de audiência entre os clubes do grupo, no qual ampliarão as suas participações nas receitas pelo período de 2026 a 2029.
“O entendimento alcançado representa um equilíbrio entre o modelo defendido por Grêmio e Flamengo e a posição dos demais clubes da Libra. O esforço conjunto de todas as partes foi decisivo para a construção de uma solução consensual”, diz uma parte do comunicado.
Principal líder da Libra, o Flamengo exigiu receber R$ 150 milhões a mais por causa da audiência. Ou seja, trata-se de um incremento de R$ 37,5 milhões por ano até 2029. Com isso, os demais clubes do grupo receberiam menos, inclusive o Grêmio, que perderia R$ 4,5 milhões por temporada.
Procura do Flamengo e alinhamento selado
Vendo que o Tricolor estaria perdendo dinheiro e poderia lucrar mais, e, claro, para ter um aliado forte nessa briga, o presidente do Rubro-Negro carioca, Luiz Eduardo Baptista, procurou o clube gaúcho duas vezes. Na primeira, ainda na gestão de Alberto Guerra, não obteve êxito. Agora, com Odorico Roman na presidência, conseguiu convencer os gaúchos de que deveriam adotar o método da assinatura para lucrar com a audiência da televisão, que corresponde a 30% do dinheiro do Campeonato Brasileiro.
Com o alinhamento, o Grêmio não terá os R$ 4,5 milhões anuais descontados, além de receber mais R$ 1,5 milhão pelos critérios das assinaturas. Ou seja, são R$ 24 milhões por quatro anos. “Essa atuação foi fundamental para que Grêmio, Flamengo e os demais clubes da Libra firmassem, no último fim de semana, um acordo que encerra a divergência sobre a distribuição das receitas de audiência, parcela que corresponde a 30% da remuneração fixa total prevista no contrato de direitos de transmissão até 2029”, diz outro trecho da nota.