Para chegar à final da Libertadores da América - a quinta nos seus 114 anos de história - o Grêmio, tal como Simon Bolívar e San Martín, os libertadores da América da colonização espanhola, viajou por diversos países e enfrentou batalhas duras pelos quatro cantos da América do Sul. A equipe de Renato Portaluppi, campeão como jogador do Grêmio em 1983 com direito a passe para o gol do título, caiu no Grupo 8 da competição. Junto com o time brasileiro estavam Zamora (Venezuela), Deportes Iquique (Chile) e Guarani (Paraguai).
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Fora de casa, os comandados de Renato venceram o Zamora, empataram com o Guarani e perderam para o Iquique. Na Arena, um baile: goleadas em cima dos venezuelanos e dos paraguaios. Contra os chilenos, outro jogo complicado: vitória de 3 a 2. O Grêmio encerrou a primeira fase líder do grupo com 13 pontos. Estava credenciado, portanto, para as oitavas de final com vantagem: decidiria a vaga em casa.
No sorteio, um argentino no caminho do TRI: Godoy Cruz. Uma equipe sem tradição, é verdade, mas sendo argentino, sabe-se que a parada é dura. No jogo de ida, Ramiro, antes do primeiro minuto abriu o placar. Depois, o time segurou a pressão, numa noite inspirada de Marcelo Grohe. No jogo de volta, um susto. O Godoy Cruz saiu na frente num chute de longe. O fantasma da eliminação sistemática nesta fase - oitavas - rondava a Arena. Mas, empurrado pela torcida o Grêmiou reagiu e virou o jogo. Passaporte carimbado para as quartas-de-final num duelo caseiro. O surpreendente Botafogo seria o adversário. Outra vez o Grêmio decidiria em casa. No Rio de Janeiro, num Engenhão lotado, um 0 a 0 tenso. No jogo contra Arena, nervos à flor da pele. Num primeiro tempo complicado, o Grêmio foi dominado pelos cariocas, mas esbarraram em Grohe e na trave. A torcida, sentindo o perigo, passou a gritar e incentivar a equipe.
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No segundo tempo, o Tricolor saiu para o tudo ou nada. Lucas Barrios, de cabeça, fez o gol para desafogar a torcida e o time. O Tricolor embarcava para o Equador. Iria enfrentar o temível "eliminador de brasileiros", Barcelona do Equador. A equipe equatoriana passou por Palmeiras e Santos. Os equatorianos não imaginavam que o Grêmio, comandado dentro de campo por Luan, aplicaria um 3 a 0, fora o baile. Mas, o que ficou do jogo foi a defesa "impossível" de Marcelo Grohe logo no começo da segunda etapa num chute à queima-roupa do ex-colorado Ariel. A vaga para a final estava encaminhada. Para a partida na Arena, Renato montou o time de forma a controlar o jogo. Os equatorianos, numa jogada individual, fez 1 a 0. Porém, nada que abalasse os jogadores dentro de campo e os mais de 50 mil gremistas nas arquibancadas. Grêmio na FINAL. A quinta da sua história.
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A luta pelo tricampeonato será decidida perto de casa, na Argentina. O Tricolor encara o Lanús dia 22 na Arena e dia 29 na Argentina, no último percurso da longa jornada para levantar a taça e alcançar o topo do Aconcágua, o ponto mais alto da América.