De acordo com a publicação, o clube italiano não quer dar um centavo para Ronaldinho - que teria R$ 9 milhões a receber se cumprisse o contrato até junho. O empresário do craque, Roberto Assis, luta por uma indenização para o irmão e, por tabela, para ele. No entanto, Galliani (que está em São Paulo) explicou que não está disposto a dar a indenização a Ronaldinho. Ele disse que é a compensação por o clube abrir mão de cobrar pela transferência, já que o contrato ainda está em vigor e ele não teria direito de sair de graça agora. Para o dirigente italiano, esse é o preço da liberdade.
Assis não concorda com essa postura do Milan. E tem interesses pessoais para tentar convencer o clube a dar um agrado para o seu irmão. Pelo contrato coletivo dos jogadores na Itália, os procuradores têm direito a uma porcentagem sobre o salário de seus clientes.
Presidente do Grêmio fala em acerto com Ronaldinho
Nessa quarta-feira, em entrevista ao Correio do Povo, o presidente Paulo Odone garantiu que entre Grêmio e Assis, empresário e irmão de Ronaldinho, está tudo acertado. "Falta o Milan definir a liberação. Não vamos falar em prazos, pode ser antes do Natal ou em janeiro, quando ele poderia assinar um pré-contrato", disse Odone. Perguntado se tem convicção de que, vindo para o Brasil, o jogador vestirá a camisa do Grêmio, Odone foi enfático: "Tenho".