“Dificilmente as pessoas mudam, elas são as mesmas ao longo de toda a vida. A atitude (de Assis e Ronaldinho) foi a mesma, ou muito parecida”, afirmou, em entrevista à Rádio Guaíba. O ex-presidente, no entanto, disse não guardar rancor do passado e acredita que o torcedor saiu mais leve do fim da negociação.
Guerreiro listou três motivos pelos quais a contratação de Ronaldinho poderia ser frustante – seu desempenho em campo não é mais o mesmo, seria impossível tratá-lo de forma igual aos outros jogadores e a presença de Ronaldinho tiraria o foco da equipe. “Pra se conquistar um campeonato, precisamos de um time unido e não é o que aconteceria”, ponderou.
O desconforto de dez anos atrás surgiu porque, na época, o jogador afirmou a Guerreiro que não iria embora tão cedo porque não tinha maturidade para jogar na Europa. Pouco tempo depois, o PSG anunciou a contratação de Ronaldinho. Mesmo vaiado em seu jogo de despedida, em janeiro de 2001, ele chegou a beijar a camisa do clube ao marcar um gol.
Na época, Guerreiro se queixou do comportamento do jogador que, segundo ele, era semelhante ao irmão mais velho - Assis já havia deixado o Grêmio para jogar na Europa. “Isso é hereditário”, afirmou.