"Futebol tem aquele fenômeno de que a bola não entra e, daí, os responsáveis são aqueles que dirigem", avaliou Simões. "A gente entende, mas queremos a cobrança de forma direta e honesta, não como se desenvolveu durante o ano", criticou.
O último alvo de ataques foi a "contratação" do atacante Wellington Paulista, mediada pelo ex-gerente de futebol Alexandre Faria ao lado de Vicente Martins. No final da tarde desta segunda-feira, o presidente Paulo Odone acabou confirmando que o jogador não viria mais ao Grêmio, pois não teria condições de jogo, além de admitir que foi um erro de avaliação de quem estava tratando do assunto.
Para o ex-dirigente, o desempenho em campo não refletiu os esforços da direção e a preparação dos jogadores. "É a única profissão no mundo que tu podes fazer um excelente trabalho e não ser reconhecido se a coisa não ocorrer dentro daquelas quatro linhas, nos 90 minutos", ponderou Simões. "Mas a gente sai de consciência tranquila e cabeça erguida", garantiu.
"Entramos no Grêmio num momento de transição, mas tivemos uma continuidade que há muitos anos não ocorria. O time terminou 2010 jogando o melhor futebol do País", enfatizou o ex-dirigente. "Mantivemos toda a base daquele time e perdemos duas figuras, o Fabio Santos e o Jonas, pois nenhum deles quis assinar a proposta de renovação. Além disso, trouxemos aquilo que nosso treinador pediu", argumentou Simões.
Sobre a comentada "trairagem" que teria ocorrido nos bastidores do clube, o ex-assessor preferiu evitar maiores comentários, antes "da poeira baixar". "Ainda é muito recente, estou de cabeça quente, então não posso avaliar agora. Não quero omitir nomes, nem ações e é preciso refletir antes de emitir opinião", frisou.

