"Falo que a campanha é boa pois o terceiro colocado tem cinco pontos a mais que Grêmio. Se tivesse 15 pontos, eu ficaria nervoso, mas são cinco pontos", avaliou. "É muita tempestade em copo d'água. Eu não estou desesperado pois confio no trabalho, no grupo, nos dirigentes e na torcida", enfatizou o treinador.
Ele reconheceu, entretanto, que o desempenho do time está muito abaixo do apresentado no segundo semestre de 2010. "Talvez não esteja rendendo como no ano passado, pois temos dois ou três jogadores que não jogam, como em 2010, tudo que sabem", explicou, em possível referência a Douglas, Lúcio e Gabriel. "Isso é fatal no futebol. Mas eles só vão readquirir isso jogando. Se eles voltarem a render o que sabem, quando o Grêmio tiver força total, vai subir na tabela", salientou.
Renato também defendeu o meia Douglas, alvo de muitas vaias na torcida, por conta das qualidades "diferenciadas" do atleta. "O torcedor fica chateado e quer que eu tire o Douglas, mas as pessoas que querem que eu tire são as mesmas que vão me criticar se eu tirá-lo", ponderou. "Qualquer time do Brasil quer o Douglas. Eu não tenho um reserva igual a ele, um jogador que faça a função que ele faz", frisou Renato.
"Se colocar o Douglas a venda amanhã, chove propostas. Mesmo quando vai mal no jogo, eu não posso tirar, pois num lance decide a partida. Craque não se tira, é uma mentalidade que eu tenho na cabeça", definiu o técnico. "Se o Grêmio está ganhando e o Douglas errando, tá sendo aplaudido, pois num lance pode decidir. Teve o pênalti que ele pegou a bola e bateu, fez o gol duas vezes. Não fico protegendo somente o Douglas, protejo o meu grupo e ele é um atleta diferenciado", analisou Renato.
O técnico também revelou que a falta de resultados positivos acelerou os retornos de Leandro, André Lima e Bruno Collaço, além da estreia de Miralles. "Se o Grêmio tivesse melhores resultados nos jogos anteriores, nós iríamos poupá-los, pois tinha a necessidade de resultado. Mas eles foram bem na medida que não estavam 100%", explicou. "Eu fiquei satisfeito e com a entrada destes já foi outro Grêmio. São importantes e decisivos e precisam estar fisicamente 100%. Precisam de três, quatro jogos para adquirir ritmo de jogo. Lógico que eu esperava um resultado melhor, mas demos moles e tomamos gol no início."
Vicente Martins, por sua vez, criticou os maus resultados, mas negou que o clube tenha tomado qualquer tipo de decisão sobre o futuro da comissão técnica. "De cabeça quente, tudo pode acontecer. Eu posso ficar, o Renato pode ficar, eu posso sair, o Renato pode sair. Mas a única coisa que temos certeza é que o trabalho está sendo feito. Hoje jogadores deram literalmente sangue pelo resultado", salientou.
"A relação que a gente tem com o grupo, tanto Renato quanto diretoria, é absolutamente boa, tranquila e franca", destacou o dirigente. "Teve um jogador que comentou conosco, esta semana, que não encontrava ambiente tão bom como no Olímpico na sua carreira", exemplificou.