Grêmio

Patrício diz que Caxias "não pode chegar assustado em Porto Alegre"

Lateral analisa como o clube da Serra pode surpreender o Grêmio

Foto : Fabiano do Amaral / CP Memória
Na década de 2000, o Gauchão foi palco de grandes confrontos entre Grêmio e Caxias. Foi no início deste período, por sinal, que o clube da Serra se credenciou como grande adversário do Tricolor da Capital. Sob o comando do técnico Tite (que depois treinaria o Grêmio, em 2001), a torcida grená viu o clube se sagrar campeão do estadual no Estádio Olímpico, depois de golear por 3 a 0 na Serra. Atualmente no Caxias, o lateral Patrício avisa que clube caxiense não pode chegar assustado para ter chances contra o Grêmio.

Em 2007, a força do Centenário foi cenário de mais uma goleada, revertida no Olímpico; e, em 2009, um 4 a 0 decretou um Gre-Nal que tiraria os gremistas do Gauchão. Na quarta-feira, às 21h50min, o Caxias vem para Porto Alegre tentar uma nova surpresa.

Lateral indica os caminhos


Patrício, 36 anos, vestiu as camisas de ambos os clubes. Experiente, ele teve a oportunidade de enfrentar e defender o Grêmio em ambas as situações: representou o 15 de Novembro de Campo Bom e tirou o Tricolor do campeonato de 2005; e, em 2007, fez gol na goleada por 4 a 0 que revertou a embaraçosa derrota para o Caxias, no Centenário. Em 2001, Patrício não sabe se entrará em campo com a camisa grená, mas no vestiário trabalha e conversa para que os companheiros entrem em campo sabendo das armas tricolores.

"Tivemos uma conversa, no sábado, com o professor Lisca, ele nos deu quase uma palestre de motivação e eu pedi para falar", relatou o lateral. "Citei exemplos de como atuamos quando eu jogava no 15, um clube que trabalhava 3 meses por ano. Na ocasião, empatamos em 0 a 0, em Campo Bom e, no Olímpico lotado, eliminamos o Grêmio empatando em 1 a 1", detalhou Patrício. "Tentei passar para eles essa motivação. O Caxias é uma equipe muito boa, com todas as condições. Só não pode chegar em Porto Alegre assustado. Temos que imprimir um ritmo forte, pois o Grêmio vem numa sequência de Libertadores que é um outro nível de futebol."

O lateral do Caxias admite que, no momento, nem sabe se estará relacionado para enfrentar o Grêmio, mas ele não esconde a vontade de voltar ao gramado do Estádio Olímpico. "Todo mundo sabe que eu sempre fui gremista de coração", reforça Patrício, lembrando da partida na primeira fase do Gauchão de 2011. "Estava no banco e quando fui entrar a torcida aplaudiu, gritou meu nome. Para mim isso não tem preço", contou o jogador. "Futebol é assim, tem que passar pelo clube e deixar uma história. A gente saiu de uma segundona com muita dificuldade e foi parar numa final de Libertadores. O torcedor reconheceu isso e, durante três anos ele foi a minha torcida. É muito gostoso."

Patrício quer chegar ao tricampeonato do Gauchão

Apesar da nostalgia, Patrício mantém o foco no jogo de quarta e garante que fará tudo para conseguir uma vaga na final do campeonato. "Estou com muita vontade. Seria muito bom ser tricampeão gaúcho. Por sinal, fui três anos seguidos para a final do Gauchão: em 2005, com o 15 e com o Grêmio em 2006 e 2007", lembrou o veterano. "O Caxias vem em um grande momento. Fez frente para o Inter", destacou, antes de citar as principais armas do adversário.

"Assisti o jogo da Libertadores e não precisa dizer que o Grêmio tem uma equipe muito boa. Destaco os dois laterais; Gabriel e Lúcio, além do Douglas é o cabeça do time. Mas o Rochemback é quem chama mais atenção", analisou Patrício. "Quem não prestou atenção no Grêmio nos últimos tempos acha que ele vai estar só marcando e não, ele organiza o time do Grêmio, joga muita bola", frisou o lateral. "Ah, e não dá para esquecer a dupla de ataque, André Lima e Borges. São dois jogadores em excelente fase e que, quando a bola chega bem eles resolvem, no jogo aéreo ou em jogada trabalhada."

Para responder ao desafio, Patrício alerta que seus jovens companheiros vão precisar mostrar maturidade. "A equipe é jovem, mas vai ter que usar experiência dentro de campo e jogar o jogo. Às vezes você entra para ganhar e, mesmo em casa, acaba deixando escapar o resultado", explicou o lateral. "Vamos ter que observar o adversário, ver o ponto fraco. A gente vem treinado os pontos fracos que o professor Lisca identificou e, dependendo da situação, podemos fazer um gol. Não posso falar que 'furos' são esses no Grêmio para não dar armas para eles."


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