Em 2007, a força do Centenário foi cenário de mais uma goleada, revertida no Olímpico; e, em 2009, um 4 a 0 decretou um Gre-Nal que tiraria os gremistas do Gauchão. Na quarta-feira, às 21h50min, o Caxias vem para Porto Alegre tentar uma nova surpresa.
Lateral indica os caminhos
"Tivemos uma conversa, no sábado, com o professor Lisca, ele nos deu quase uma palestre de motivação e eu pedi para falar", relatou o lateral. "Citei exemplos de como atuamos quando eu jogava no 15, um clube que trabalhava 3 meses por ano. Na ocasião, empatamos em 0 a 0, em Campo Bom e, no Olímpico lotado, eliminamos o Grêmio empatando em 1 a 1", detalhou Patrício. "Tentei passar para eles essa motivação. O Caxias é uma equipe muito boa, com todas as condições. Só não pode chegar em Porto Alegre assustado. Temos que imprimir um ritmo forte, pois o Grêmio vem numa sequência de Libertadores que é um outro nível de futebol."
O lateral do Caxias admite que, no momento, nem sabe se estará relacionado para enfrentar o Grêmio, mas ele não esconde a vontade de voltar ao gramado do Estádio Olímpico. "Todo mundo sabe que eu sempre fui gremista de coração", reforça Patrício, lembrando da partida na primeira fase do Gauchão de 2011. "Estava no banco e quando fui entrar a torcida aplaudiu, gritou meu nome. Para mim isso não tem preço", contou o jogador. "Futebol é assim, tem que passar pelo clube e deixar uma história. A gente saiu de uma segundona com muita dificuldade e foi parar numa final de Libertadores. O torcedor reconheceu isso e, durante três anos ele foi a minha torcida. É muito gostoso."
Patrício quer chegar ao tricampeonato do Gauchão
Apesar da nostalgia, Patrício mantém o foco no jogo de quarta e garante que fará tudo para conseguir uma vaga na final do campeonato. "Estou com muita vontade. Seria muito bom ser tricampeão gaúcho. Por sinal, fui três anos seguidos para a final do Gauchão: em 2005, com o 15 e com o Grêmio em 2006 e 2007", lembrou o veterano. "O Caxias vem em um grande momento. Fez frente para o Inter", destacou, antes de citar as principais armas do adversário.
Para responder ao desafio, Patrício alerta que seus jovens companheiros vão precisar mostrar maturidade. "A equipe é jovem, mas vai ter que usar experiência dentro de campo e jogar o jogo. Às vezes você entra para ganhar e, mesmo em casa, acaba deixando escapar o resultado", explicou o lateral. "Vamos ter que observar o adversário, ver o ponto fraco. A gente vem treinado os pontos fracos que o professor Lisca identificou e, dependendo da situação, podemos fazer um gol. Não posso falar que 'furos' são esses no Grêmio para não dar armas para eles."