O coordenador da preparação física do Grêmio, Paulo Paixão, acredita que somente a união entre torcida, diretores, jogadores e grupos políticos pode acabar com a má fase vivida pelo Tricolor no Campeonato Brasileiro. “Todos precisam pegar junto neste momento, até porque nós vamos passar e o clube vai ficar. Esse é o pensamento que nós temos que ter”, garantiu em entrevista ao site do Correio do Povo. Ele argumenta que o mundo do futebol respeita somente quem vence. “Não importa a maneira como se deu esse triunfo. Que bom que temos quatro meses (até o fim do Brasileirão) para dissolver, passo a passo, esse período de insucessos.”
Falta o detalhezinho
Segundo Paixão, não há um setor responsável pela má campanha gremista. “Tudo isso é fase. Eu me cobro muito e sei que não devo passar a mensagem errada. Percebemos a nossa melhora nos últimos jogos. Falta uma coisinha, um detalhezinho para que as vitórias voltem”, pondera.
O profissional lembra que o Grêmio esteve perto da vitória contra o Cruzeiro, em Sete Lagoas. No domingo, durante o clássico Gre-Nal, o Tricolor foi superior, já que criou mais chances de gol na partida. “Tivemos uma atuação boa, mas que não foi brilhante. Renan estava numa tarde boa e impediu a nossa vitória”, acrescentou.
A torcida
O preparador físico lembra que o apoio do torcedor será fundamental para que o Grêmio possa vencer o Goiás, pela Sul-Americana, e o Fluminense, pelo Brasileirão. “A torcida inspira o jogador, justamente com aquela corrente positiva que ela passa através do grito e da avalanche. A capacidade de reação do atleta se eleva quando ele recebe o apoio."
Dois meses sem vencer no Brasileirão
Na próxima terça-feira, o Grêmio completará dois meses sem vitória no Campeonato Brasileiro. O último triunfo ocorreu no dia 3 de junho, antes do recesso para a Copa do Mundo, quando o Tricolor venceu o Atlético-MG por 2 a 1. Desde então, foram 630 minutos – sete jogos - sem somar três pontos na competição. A consequência foi a 18ª posição na zona de rebaixamento. Contra Silas está o fato de que ele não conseguiu repetir a escalação em nenhuma dessas partidas.
Os problemas de lesão e de suspensão sempre atrapalharam a ideia do treinador de manter a base na equipe gremista.
No confronto contra o São Paulo, o time gaúcho perdeu de virada e foi para o recesso da Copa com uma derrota. Durante a pausa do Brasileiro, o objetivo principal era recuperar os jogadores lesionados e dar uma identidade para equipe gremista. Após a vitória sobre o Nacional, em Rivera, os dois resultados negativos contra Coritiba e Avaí deixaram dúvidas sobre a utilidade de um torneio amistoso para entrosar a equipe.
O recomeço
A retomada do Grêmio poderia ter iniciado contra o Vitória, mas o resultado não foi positivo. O empate dentro do estádio Olímpico alertou torcedores e direção para a qualidade do trabalho de Silas. Quatro dias depois, o adversário foi o Prudente e mais uma vez a conquista dos três pontos foi adiada com a derrota por 2 a 0. Frente ao Vasco, uma nova igualdade aumentou a pressão sobre o técnico tricolor que agora dirigia um time que integrava a zona de rebaixamento.
Mudança de esquema e mais dois empates
O jogo contra o Cruzeiro marcou o retorno do 3-5-2 ao Grêmio. Com o esquema, o time atuou bem e chegou a estar na frente por duas vezes, mas cedeu o empate no fim do embate. Com a intenção de surpreender no clássico Gre-Nal, o Tricolor enfrentou no domingo o misto do Inter. Teve as melhores chances de gol, mas novamente somou apenas um ponto na classificação.
Paulo Paixão afirma que união pode acabar com má fase do Grêmio
Profissional acredita que falta um "detalhezinho" para o retorno das vitórias