Para Pelaipe, os jogadores mais jovens ficam inseguros ao ouvirem especulações para o ano que vem. "Isso não soma, causa incerteza dentro do vestiário. O bom seria que as pessoas que vão assumir o clube tivessem seus projetos, mas não vazassem. Faria um bem para o clube se eles parassem de dar notícias em off para jornalistas e fizessem o trabalho deles. Até porque são gremistas e vão pegar um time na Libertadores".
O dirigente fez uma ressalva para falar de si mesmo: "Eu também, todo mundo diz que eu não vou ficar. Mas eu estou tranquilo, porque tenho 33 anos de futebol, tenho experiência. Mas para um jogador jovem, cria uma incerteza". Ele aproveitou para enaltecer seu trabalho no cargo.
"Tenho contrato até 31 de dezembro e vou honrá-lo. Fui contratado para tirar o Grêmio de uma situação difícil no ano passado. O time era 12º colocado, e tivemos que fazer contratações de emergência com o campeonato em andamento. Contratamos um treinador para o momento, classificamos para a Sul-Americana deste ano e fazemos um trabalho de continuidade", falou.
Sobre a permanência do técnico Luxemburgo para a Era Koff, não quis se manifestar: "Não sou eu que vou responder pelo Vanderlei. Nós nos entendemos bem, ele é um profissional muito competente, mas vocês têm que fazer estas perguntas para os novos dirigentes, cujos nomes estão saindo nos jornais todos os dias".
Quase lá
Sobre o jogo de sábado, Pelaipe aprovou a atuação do time e o placar obtido no estádio Pituaçu: "O empate foi um bom resultado. Tivemos um jogo duro, difícil, às 22h, na quarta-feira, viajamos para Salvador, jogamos no sábado, isso desgasta. Agora voltamos e já temos jogo na terça pela Sul-Americana".
Segundo o dirigente, o ponto obtido na Bahia está dentro do planejamento do clube para o campeonato. "Temos objetivos deste ano muito bem traçados. Queríamos classificar o Grêmio para a Libertadores do próximo ano. Pelos nossos cálculos, mais seis pontos e nós conseguiremos", projetou.
Pelaipe aproveitou para dar uma cutucada de leve no Inter, sem citar o nome do rival: "Na Sul-Americana, só Grêmio ou São Paulo, de brasileiros, podem ser campeões. Então, os quatro primeiros vão entrar. O São Paulo está a dois pontos de nós, e o adversário mais próximo está sete pontos atrás, ou seja, no mínimo três rodadas atrás do São Paulo".